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Mulheres do Backstage

Uma coisa não podemos negar, amamos um glamour, um editorial foda de lindo, uma roupa babadeira com ótimo caimento no nosso templo chamado corpo, aquela peça coringa, uns textos informativos que só agregam e uns eventos supimpas pra saber as novidades do mundo da moda.

Mas você já se perguntou quem tá por trás disso tudo? Em especial ao mês das mulheres, eis aqui uma listinha das manas que botam a cara no backstage e a mão na massa.

1- Mofe Bamuyiwa
Fotógrafa nigeriana com foco em casamentos, beleza e família, capta leveza com um toque de realeza através de seus cliques que parecem pinturas. Seus trabalhos você encontra aqui: Instagram | Site

2- Solange Knowles
Você sabia que esse ícone de mulher além de, cantora, compositora, produtora, atriz e também DJ, lançou uma linha de tênis junto com a Puma tendo o Brasil como inspiração? Pois é! Em 2013, a marca convocou Solange para ser a nova diretora de arte e consultora criativa. Sua estréia na área foi o lançamento da linha Girls of Blaze Disc do tênis Disc Blaze, o pioneiro da marca sem cadarço voltado para corrida (inclusive, o tênis da foto é um dos modelos). A bonita também faz a blogueirinha aqui. | Instagram

3- Ruth E. Carter
O que é o que é: aquilo que você olha, baba e fica querendo durante e depois do filme pro resto da vida? O figurino do filme Pantera Negra! Isso mesmo, gente, o figurino. E quem assina os trajes maravilhosos de Wakanda é essa rainha aí da foto. Ps. Ruth também assinou figurinos de filmes como Selma, dirigido pela extraordinária Ava Duvernay e Do The Right Thing, dirigido por Spike Lee. Você encontra ela por aqui: Instagram | Site

4- Suyane Ynaya
Fashion stylist e diretora criativa do coletivo MOOC, tem em seu portfólio -maravilhoso- produções na revista Elle e revista Glamour, desta vez estampada babadeiramente por Karol Conka (o styling nem preciso dizer de quem é, né). Você encontra ela aqui: Instagram

5- Rihanna
Eu nem vou me prolongar muito porque no final das contas qualquer coisa que a gente vá falar sobre Rihanna o resumo é sempre “rainha, né mores”, porque é isso mesmo. A Fenty, além de se jogar nas Beauty, está apostando em lingerie. Ainda não temos muitas notícias, mas segundo fontes, em parceria com o grupo TechStyle, Riri tem desenvolvido a linha a cerca de mais ou menos um ano.

6-Luciane Barros
Cansada -nós também, mana- de ver só manequim 34, Luciane, queria consumir apenas de empreendedores afros, mas que também só faziam roupas para pessoas magras, deu o primeiro passo apresentando-os ao mundo plus size. A situação deu tão certo que além de ter modelado para as marcas, decidiu criar a agência de casting Afrika Plus Size Brasil.

7- Luanda Vieira
É fotógrafa e também repórter de moda na revista Glamour. A entrevista da Conka é toda dela. Cata lá pra ler.

Bom, depois dessa listinha podemos reforçar e relembrar que: 

Temos (Con)Cursos!

Começo de 2018 tá aí, vários planejamentos sendo feitos… Talvez aquele empurrãozinho para voltar ou começar a estudar aquilo que sempre sonhou, tentar uma área nova ou  até mesmo criar um projeto e se jogar num concurso, possa estar aqui. O ano já começou com oportunidades: cursos profissionalizantes gratuitos e concursos relacionados ao mundo da moda. Chega mais!

No final de 2017, SENAI CETIQT disponibilizou vagas gratuitas para alguns cursos em parceria com a prefeitura do Rio de Janeiro. Este ano, 1655 vagas serão disponibilizadas no total, mas as datas ainda não foram divulgadas. Para maiores informações, fique atentx aqui.

A IFRJ de Belford Roxo também oferece cursos de qualificação profissionalizante, como adereços de carnaval, gestão de vendas e negócios de moda, ecodesign de acessórios de moda e outros. Também  não há data prevista para inscrições, mas para saber sobre todos os cursos e continuar acompanhando, clique aqui.

O Sindcon (Sindicato das indústrias de confecções de Roupas e Chapéus de Senhoras de Petrópolis), através do Programa de Qualificação Setorial do Senai, disponibiliza vagas gratuitas para cursos de modelista e costura com duração de 3 meses. Para maiores informações, clique aqui.

A Killing é uma empresa indústria química com anos no mercado produzindo colagem e pintura, que com o apoio da Assintecal (Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos), criou o 1º Desafio Kisafix de Design Calçadista. Um concurso de moda que tem como objetivo dar acesso às novas tecnologias da linha Kisafix para os profissionais criativos da área e também fortalecer o desenvolvimento do mercado brasileiro de calçados. O ganhador do desafio será premiado com uma viagem para Itália e será capa na revista Lançamentos Trends da edição de junho/julho de 2018. Não é necessário ter formação ou atuar na área. Inscrições estarão abertas até 11 de março de 2018. Maiores informações, clique aqui.

Concurso dos Novos 2018. É considerado o maior concurso de moda autoral para estudantes da América Latina, criado pelo Dragão Fashion Brasil, um dos maiores e mais conceituados eventos de moda do país. Como premiação, além dos Troféu DFB, a instituição ganhadora levará R$ 10.000,00. As inscrições estarão abertas a partir de 26/02/2018 e acabam no dia 08/03/2018. Para maiores informações sobre regulamentos, clique aqui.

E aí, bora tirar os planos do papel?

(Então precisamos ficar criativos).

Escritas Pretas

Volta e meia eu acabo falando sobre um assunto dentro da moda que eu amo a beça: revista, seja aqui ou pelas conversas offline. E parei pra perceber que – infelizmente- quando o assunto é esse, sempre tende a ir para o lado da problematização (falo um pouco disso aqui). Mas hoje, vamos falar de prosperidade, vamos comemorar!

Se quando vemos alguns pretos numa capa, campanha publicitária ou sendo entrevistados em matéria positiva de alguma revista já ficamos felizes, imagine saber que tem preto conquistando espaço no backstage…

Recentemente a jornalista e Content Maker, Luiza Brasil a.k.a Mequetrefismos, publicou em seu instagram a notícia maravitcherry de que é a mais nova colunista da revista Glamour Brasil. Mas não só Luiza! A mequetrefista integra ao time juntinho de Maraisa Fidelis, outra pérola negra. Maraisa é formada em Marketing e é dona do blog Beleza Interior.

Beatriz Franck e Super Fashionn. Dois nomes para você gravar. A mais nova de 9 filhos, nascida em Cabinda, Angola, é dona de uma trajetória inspiradora e também da revista Super Fashionn. No desejo não realizado de possuir a Vogue África, Franck resolveu criar a sua própria revista com foco na moda angolana (bem melhor, né?!). Hoje, a Super Fashion conta com 17 pessoas em sua produção e entre seus cinco anos, recebeu o prêmio de Melhor Comunicador de Moda de Angola em 2013.

Uma pequena curiosidade sobre Beatriz: ela já morou no Brasil quando mais nova e foi miss de Cabinda e além da Super Fashionn, possui lojas de departamentos.

Curiosidade extra: em uma de suas entrevistas, Franck disse que angolanos recebiam muita influência de moda brasileira devido às novelas que eram/são transmitidas por lá.

Enquanto a Vogue Brasil permanece com suas “cotas de capas”, a Vogue Britânica toma um passo à frente e escala Edward Enninful, natural de Gana, como editor- chefe, sendo assim, o primeiro editor-chefe homem e negro da revista britânica.

“Ok, tô amando isso, Laíse. Mas quando vão criar uma revista com produção negra focada em mulheres negras por aqui?” TÁ ATENTX??? Foca aqui:

Agora temos Pretas, a revista criada por Thais Silveira e Renata Lopes, jornalistas e também produtoras do Encrespa Geral Porto Alegre. A revista gaúcha é nova e teve seu lançamento impresso no dia 26/08/17.

E por fim, mas não menos importante, temos influência preta no mundo das moda teen!

Conheça Elaine Welteroth.


A primeira negra a ter ocupado o cargo de editora de beleza na revista Teen Vogue, estando agora sob o comando da mesma, mas dessa vez como editora-chefe, sendo a segunda mulher negra a ocupar este cargo no grupo Condé Nast (grupo que comanda a Vogue e outras) durante seus 107 anos de existência. Elaine tem 30 anos e há 5 trabalha na Teen Vogue. Com mais de 6 milhões de acessos únicos no site da revista -que passou a ser online- logo após ter ocupado o cargo há pouco mais de um ano, fica difícil dizer que representatividade não importa, não é mesmo?!

Pode falar, também se emocionou aí, né?!

Próxima Parada Fashion: Nigéria

Hoje esse texto vai para os designers de moda, para o que sonham em trabalhar com moda, para os estudantes de moda, para os estudantes que sonham em trabalhar com design de moda em outro país, para os que querem ir pra África.

Enfim… para sonhadores fazedores que respiram moda.

Bora dar uma pausa da alta costura made in Europa para abrir os olhos e se encantar com a alta costura feita na Mãe África? Sério, precisamos apreciar e falar sobre Africa Fashion Week Nigeria.

“Você é um designer de moda? Tem sonhos de se apresentar na maior plataforma da África ao lado dos melhores designers de moda do continente? Tem produtos que projetam a África, sua hereditariedade, cultura e beleza? Amaria contribuir enquanto mostramos o melhor da moda africana para o mundo? Aqui está sua chance!”

Essa é a chamada feita na Fanpage do grande evento criado pela advogada e empresária de moda Ronke Ademiluyi (e também idealizadora do Africa Fashion Week London), a AFWN, já em sua 5ª edição, disponibiliza uma plataforma para designers que não possuem verba suficiente para exibirem suas obras nos grandes eventos internacionais, gerando empoderamento, criando oportunidades de trabalhos e assim, também apoiando educação, realizando treinamento de capacitação em moda e competições como Nigeria’s Next Top Designer.

Para acompanhar mais sobre o evento: Site | Facebook | Instagram | Twitter | Youtube

Para maiores informações de formas de participação do AFWN, mande um email para curator@africafashionweeknigeria.com com o assunto DESIGNER’S PACK.

Para maiores informações sobre Africa Fashion Week London: Site | Facebook | Instagram | Twitter

Que essa afroinformação te inspire. Te anime. Te leve a tirar teus sonhos do papel.

Que te leve a Nigéria, Londres… que te leve pro mundo! Um beijo grande. Um mega abraço e um mundo de novas e incríveis oportunidades pra nós.
Feliz 2018.

Feliz Roupa Nova – Parte II Brechós!

No post anterior, lancei algumas marcas de roupas, sapato, cabelo e acessórios fodas como dica para renovar o seu guarda-roupa e/ou presentear alguém, seja no final do ano ou em qualquer época.

Hoje, no Feliz Roupa Nova Parte II, tem dicas de brechós daqui do RJ e de fora pra você fazer aquele garimpo maroto, comprando muito por menos. Se liga nessa listinha aqui.

Seção garimpando bem, roupa tu tem:

BLACKCHÓ
Brechozão com precinho raiz. Cria da ZN do RJ. Envia para todo o BR

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BREXIXE
Brechó online, mas também entrega em mãos na BXD, Duque de Caxias- RJ

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LOADING BRECHÓ
Um brechozão desses, bicho. RJ

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BRECHÓ DI QUEBRADA
Itinerante, de perifa real oficial, da zona leste de SP.

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BRECHAVE
Como o próprio já diz: os panos mais chaves, por um preço suave. De SP para o BR todo. Aceita cartão.

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ORIGINAL FAVELA
Brechó itinerante localizado em Essipê

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BRECHÓ RUDSTYLE
Também de SP. Aceita cartão e envia por SEDEX

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HEY FELLAS
Entregas pelo nosso RJ.

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BRECHÓ MRS. GUETTO
Entregas do terminal do Cecap até o terminal do Centro de Piracicaba/SP. Envia pelos correios também.

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BRECHÓ MOOI
Precinho gostosinho no azeite. RJ. Envia para todo o Brasil.

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MARIOCA
Brechó e acessórios bafônicos. RJ/SP

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GALDINO BRECHÓ
Itinerante e online. Entregas em Niterói-RJ.

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OFFENSIVE FASHION
Entrega para todo o Brasil. Ponto físico na loja Old Skate Bar.

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BRECHOLEIRAS
Todo sábado na CUFA, Madureira -RJ

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As dicas tão aí. Agora é fé no pai que nesse garimpo peça nova sai!

Quem diria?

Como um simples reposicionamento de mercado, muda os objetivos e metas dos criadores. Final dos anos 90 e início dos anos 2000. Cultura sneaker fervendo na gringa, rappers lançando suas próprias marcas de roupas (g-unit, rocawear, billionaire boys club) e pessoas enxergando que o poder do Hip Hop poderia ir muito além da música. Isso já era um presságio desde o início dos anos 90 com RUN DMC fazendo umas 8 mil pessoas tirar os seus Adidas Superstar dos pés e empunhar eles no alto. Tudo isso em pleno Madison Square Garden.

O contato das grandes labels esportivas (Nike, Adidas, Rebook) com a cultura urbana já era latente, principalmente pela conexão do basquete com o Hip Hop. Vários dos sneakers criados primeiramente para as quadras foram incorporados na cultura Hip Hop (o clássico Air Force 1 é um dos maiores exemplos). Então, por essa proximidade, era de se esperar que essas marcas lançassem produtos diretamente voltados para os consumidores da cultura de rua.

Essas marcas conseguem dialogar com esse público por que elas sempre estiveram por ali. Mas onde poderíamos imaginar que Balenciaga, Gucci, Louis Vuitton fossem criar (ou re-criar) produtos voltados ao público consumidor de cultura urbana? Até que ponto isso é foda e até que ponto isso é extremamente sufocante para novos criadores?

Naquela entrevista clássica do Kanye West no Sway in The Morning, Kanye dá um grito quando o Sway faz um indagação bem pertinente sobre a relação dele com as marcas. Sway pergunta por que Kanye, que já tinha um patamar de magnata tanto como um cara criativo quanto como um cara que já tinha grana, ainda precisava dessas grandes marcas se ele sozinho já poderia assumir toda a parte de produção e distribuição dos seus produtos. Era um momento complicado na vida do Kanye pois ele tinha acabado de encerrar o contrato que tinha com a Nike. Kanye deu a clássica resposta em forma de grito:

“ YOU AIN’T GOT THE ANSWERS SWAY”

Você não possui as respostas Sway. Você é muito pequeno e não entende como o jogo funciona, foi mais ou menos isso que Kanye quis falar nessa frase. E ao mesmo tempo que Kanye deixou isso bem claro, ele também se colocou como pequeno perante toda uma indústria gigantesca que influencia e produz de forma global. Mesmo Kanye com toda a sua influencia e com toda a sua grana, é impossível ele entrar em competição com uma Adidas, por exemplo. É mais vantajoso pro Kanye se aliar com a marca do que lançar a própria coleção dele pela marca dele. Foda mas também sufocante.

Esse cara da foto de abertura se chama Salehe Bembury. Ele é um dos designers do YEEZY e foi descoberto por Kanye quando trabalhava na incrível e revolucionária marca “Greats”. Nascida no Brooklin, a Greats foi criada em 2012 o intuito de criar os melhores sneakers para homens e mulheres e vender diretamente para o seu consumidor. Sem distribuidores, a marca garantiria o melhor preço dos seus sneakers e tinha Salehe como seu designer principal antes de ele ser contratado por Kanye. Greats foi extremamente elogiada por inúmeras publicações (Vogue, Complex, GQ, Esquire) pela sua coragem e arrojo no seu design e principalmente pelo seu modelo de negócio. Quando ainda estava na Greats, Salehe deu uma entrevista bem interessante para a plataforma de empregos Monster e deu a seguinte declaração:

“Quando você está em uma grande empresa você faz parte desta máquina que, na teoria, pode seguir em frente sem você, enquanto que, aqui na Greats, são sete pessoas. Todos somos igualmente importantes”.

Na Greats ele tinha a liberdade de criar o que ele acreditava e tinha proximidade extrema com seus líderes e seus consumidores. Esse era o grande diferencial de se trabalhar numa marca com potencial extremo de crescimento mas que ainda não era uma gigante do mercado. Logo após ser contratado por Kanye para ser um dos designers do YEEZY, Salehe assinou um contrato com a italiana e gigante de alta costura Versace. Isso mesmo, a Versace contratou um designer negro de Nova York para comandar a sua linha de sneakers.

A cultura negra (Hip Hop = Negro) é tão absurdamente forte que faz mudar paradigmas onde nem as vezes quem faz parte dessa cultura percebe o tamanho do impacto que causamos. Quem diria que a Gucci faria roupas especificamente para rappers (2 Chainz só usa Gucci) para atingir o público que o MC influencia. Quem diria que a Versace criaria uma linha de sneaker para atingir um público voraz que consome a cultura urbana, não necessariamente sendo negros mas que foram totalmente influenciados por eles. Ou quem diria que o incrível e revolucionário Dapper Dan, fosse hoje – já bem coroa – respeitado e convidado para desfiles das grandes marcas que ele um dia copiou.

A necessidade de inclusão e a sensação de pertencimento fazem com que criadores empreendam nos seus sonhos e tenham o objetivo de mudar algo que já esteja em vigor. Sempre foi assim na visionária cultura Hip Hop. Quando quem sempre determinou regras e valores de consumo se rende a nossa criatividade e poder de mudança, é de se achar incrível num primeiro momento mas extremamente limitador num segundo. Ocupamos o espaço que sempre disseram que não era para nós mas deixamos de fortalecer o espaço que nos colocou em destaque. Foda mas sufocante.

Feliz Roupa Nova!

Mês de dezembro, AKA momento pra relaxar, traçar novas metas, rever o que ainda fica e o que vai (falo um pouco disso aqui). Época de comprar presentes pra si, pra família, pros amigos e pro @, caso esteja merecendo…

Espia esse afro-empreendimento:

Seção marcas de roupas que todo mundo deveria conhecer:

ALEA
Sofisticação é a palavra certa para essa marca. Sob os comandos de Marina Trindade, Alea foi feita para mulheres cosmopolitas, trazendo em suas peças conforto e designs diferenciados.

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MARIA CHANTAL
Nome da marca (e da criadora) de camisas e turbantes artesanais que dá um tapa sem mão na cara dos racistas com suas estampas de frases afirmativas de autoestima preta.

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SNIPPER
E tem marca pros boys ficarem na beca fina também! Snipper é uma slow fashion fruto do blogueiro, fotógrafo e produtor de moda Jota C.

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LEWÁ AFRO BRASIL
Monografia e oportunidade, as duas coisas misturadas e o resultado foi Lewá Afro Brasil, marca que tem como inspiração principal os Orixás femininos em suas produções. Lewá traz estampas e designs diferenciados e é comandado pela estilista Carolina Bezerra.

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DNG
É identidade que chama, né? Grife D’Negro a.k.a DNG, é uma marca periférica carioca criada em 2006, que carrega consigo o conceito “não seja um outdoor de quem não te representa”. DNG possui loja física no bairro mais preto e gostoso desse Ridijaneiro, Madureira. Rappers internacionais como Ja Rule e Wiz Khalifa já possuem algumas peças, falta você.

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BAOBÁ-BRASIL
Após sua viagem para Moçambique, Tenka Dara voltou para casa com novos olhares para moda. Quando teve a percepção do vazio da moda brasileira e da necessidade de identificação/ referência ancestral, a multiartista paulistana, diante de uma oportunidade no mercado, criou em 2006 a Baobá.

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DRESSCORAÇÃO
Partindo da filosofia de que roupa não é só para vestir e sim para decorar nossa casa chamada corpo, criada por Loo Nascimento, a Dress é uma marca baianíssima que não segue tendências, apenas o coração.

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AFROBEACHBRASIL
Pra quem está procurando moda praia com estampas diferentes e principalmente por peças para o corpo de qualquer mulher que seja livre e confiante, como diz a própria designer Edna Correa, Afrobeach é a marca certa.

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XIU!
Tássia Reis: cantora, musicista, dançarina e também formada Tecnologia em Design de Moda. A mulher multiartista que não tolera mais xiu dos que querem nos calar, vem com mais um pisão artístico lançando sua marca de roupas, a Xiu!, juntamente com um clipe do single do mesmo nome.

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LAB
Um dos projetos integradores do coletivo, selo, gravadora e produtora independente Laboratório Fantasma, a LAB é uma grife de roupa que já deu oque falar (tem texto sobre bem aqui), composta de peças despojadas femininas e masculinas, do tamanho P ao 5G.

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MEDU$A.CLOTHING
Nascida em 2016, anos depois de um projeto fotográfico com o mesmo nome e sob os comandos de Fhelipe Marques e Scarllet Tainara, MEDU$A é uma marca de streetwear que tem como proposta trazer a mitologia para o urbano.

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MATAMBA ATELIÊ
Brincos, batas, saias para dançar maracatu e jongo, turbantes, bolsas, colares em madeira e sementes, tudo isso você encontra na Matamba.

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VB Atelier
Marca de Afaiataria, vestuário feminino e masculino sob medida, feitos com tecidos nativos ressaltando a moda afro-brasileira baseada na cultura africana.

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AFROJÔ
Jaquetas sob encomenda, conjuntos e peças com renda francesa para o público feminino e masculino você encontra nessa marca.

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BANTU
Roupas femininas e acessórios contemporâneos é o que podemos encontrar na BANTU, marca que a cada coleção se inspira em uma mulher afro-brasileira que já contribuiu ou contribui para melhorar o mundo.

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Seção acessórios que reluzem o teu brilho:

QUIXOTESCA
De sua identificação com Dom Quixote, surgiu o nome dessa marca babadeira de acessórios. Angel Guizino a.k.a Angel Quixotesca, produz suas peças artesanalmente e é adepta do upcycling (processo de transformar/reaproveitar resíduos ou produtos considerados inúteis e descartáveis em material novo e de valor). A Quixô tem como carro-chefe suas argolas. Uma mais maravilhosa que a outra! Dá um confere aqui embaixo e corre logo pra comprar.

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ATELIER DÚ ORÍ
Já percebeu que falta pouquinho pro carnaval? A Dú Orí, já! Marca artesanal maravilhosa de acessórios com foco carnavalesco, criada por Winnie Nicolau.

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CRIOULA CRIATIVA
Marca artesanal de acessórios exclusivos afro-brasileiros feitos de tecidos. Na Criativa você encontra cluchts, bolsas, turbantes, faixas, laços, flores de cabelo, brincos e colares.

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VIZE AFRO
Marca de acessórios femininos que também segue a linha de inspirações africanas.

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ACORDA
Produção slow fashion, sustentável, pecinhas exclusivas e uma pegada contemporânea e urbana. Cê quer mais o quê? Luana Maria e Michelle Andrade colocam tudo isso na Acorda, marca carioquíssima criada em 2014.

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LUMINOSIDADE DAS IALODÊ
Criada por Anailda Charmite em 1980, é dois em um: marca de acessórios afros e curso de História e Construção de Artesanato Afro-Brasileiro. A riqueza desta marca é em dobro. Vale a pena conferir.

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ADORNO
É uma collab de acessórios slow fashion e artesanal entre Kelly Melchiades (Estúdio Criativo Sorte A Nossa) e Angel Guizino (Quixotesca)

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ALLECRIM DOURADO
Marca carioca nascida em 2015, itinerante e de acessórios exclusivos e artesanais.

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GABI MONTEIRO
Criada pela designer Gabi Monteiro, a marca que carrega seu nome é artesanal, conceitual, e traz além de modelagens muito bem elaboradas, acessórios exclusivos.

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UZURI
Coloque uma pitada de exagero e glamour. Pronto, nasceu a Uzuri, marca de acessórios feita para ressaltar a beleza de mulheres negras e suburbanas.

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Seção seu cabelo é sua coroa

AFRÔBOX

Da necessidade de ver de fato a palavra diversidade posta em prática, criada em 2015 por Élida Aquino, Bárbara Vieira, Graucianna Santos e Saulo Batista, a Afrô é o primeiro clube de caixas por assinatura no Brasil com foco em beleza negra e na variedade de cabelos afro.

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Seção que pisão!

A-AURORA
E por último, mas não menos importante, vos apresento a marca de sapatos da nossa querida diretora de moda, Izabella Suzart. Sapatos altamente artesanais, atemporais e exclusivos. É isso que Iza produz! Aliás, se você viu um sapato bafônico logo nos primeiros minutos do clipe Xiu!, de Tássia Reis, então você viu um A-aurora. As obras de Iza são tão sensacionais que, além de serem calçadas por artistas incríveis, uma de suas peças está no calendário internacional #365daysofshoes, Workman.

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Boas compras e feliz roupa nova!

Reage, Vogue!

É provável que durante a leitura você fique pensando “novembro tá quase acabando e ela só veio falar disso agora?” Eu sei. E realmente poderia ter dito tudo isso no começo do mês, mas tem coisas que a gente precisa relembrar, puxar pra pauta e não deixar cair no esquecimento, porque uma boa reflexão é atemporal. Mas vem comigo!

Sabe aquela peça de roupa que você vem desejando a tempos e que só encontra se garimpar muito muito muito bem, e quando esse date acontece dá vontade de fazer dela uniforme e sair por aí desfilando pra todo mundo ver?! Então… comprar revistas de moda brasileiras com modelos e celebridades negras é a mesma sensação. Pena que não dá pra ter essa sensação com a Vogue de novembro. Não só desse ano, mas dos outros também.

É engraçado a revista escolher o mês de novembro para celebrar há cerca de 28 anos o Rio, quando o aniversário e protagonismo da cidade maravilhosa é logo no começo do primeiro semestre. “Mas Laíse, novembro é lançamento de tendências alto verão e festa de final de ano. É normal associarem ao Rio…”. Ok, na moda, mês de novembro dá entrada ao verão e Rio de Janeiro é quente, cidade turística e bla bla bla Whiskas sachê. Mas não é no mínimo curioso saber que de 2013 pra cá a revista estampou apenas 6 celebridades/modelos negras? E pior, ainda que fosse apenas para tentar “amenizar o preconceito” nenhuma delas foi capa do mês onze.

Na edição deste ano, a capa da vez foi essa Angel aqui:

“Ok, é a Candice Swanepoel. O que tem demais dessa vez?”
Te digo: Segundo um estudo acadêmico de 2016, realizado pela Anna Orthofer, pós-graduanda na Universidade Stellenbosch, 10% dos sul-africanos, em sua maioria brancos, são donos de mais de 90% da riqueza nacional e cerca de 80% da população, em sua maioria negra, não possui bem algum. Candice é supermodelo, Angel da Victoria’s Secret, loira, beleza padrão e… sul-africana.

Dentro desta edição tem algumas entrevistas e Tais Araújo é uma das entrevistadas. Tem também alguns editoriais e a funkeira Jojo Maronttinni, vulgo Jojo Todynho está em um deles. Tais Araújo, 39 anos, preta, atriz, jornalista, apresentadora, cria do bairro da zona norte Méier, e junto com seu marido também ator, Lázaro Ramos, forma um dos casais negros mais influentes no mundo, segundo a ONU. Jojo Todynho, viral nas redes sociais, 20 anos, cria do bairro da zona oeste Bangu, funkeira, preta e gorda. Negras, influentes e cariocas. Poderiam ter sido capas, mas ambas foram ‘’escondidas’’ dentro da revista.

Essa capa é a representação daquelas pessoas brancas que usam palavras como “afro” pra tudo e falam aquelas famosas e hilárias frases como “mas eu até tenho amigos negros”, “meu tataratataratataratatara avô semi-deus era negro”, “eu não tenho preconceito. Já namorei uma pessoa assim, mais escurinha”, na tentativa de parecerem menos preconceituosas, menos racistas. Essa capa é a representação daquelas pessoas que usufruem de uma determinada cultura e esquecem de dar credibilidade e real conhecimento de sua origem. A propósito, percebeu ali no lado esquerdo da capa o “estilo hip hop”? Doze de novembro comemora-se o dia mundial do Hip Hop. Que coincidência!

Em 2015 também teve coincidência na capa de novembro. A supermodelo gaúcha Carol Trentini. Magra, loira e com uns dreads no cabelo, era a cara do Rio. A cara do verão. Outra coisa curiosa é que pelo menos de 2013 até agora, nenhuma capa “especial Rio” teve rosto carioca.

Até quando a Vogue BR vai ficar nessa demonstração embranquecida de amor ao Rio e nesse roubo de protagonismo? É falta de modelo brasileira negra famosa? Tem Laís Ribeiro, supermodelo e também Angel. É falta de atrizes negras? Tem Tais Araújo, Jéssica Ellen, Nayara Justino (atriz e modelo), Sheron Menezzes, Adriana Alves (atriz e modelo), Jéssica Barbosa (atriz e bailarina), Érika Janusa (atriz e modelo), Cris Vianna (atriz e ex- modelo), Juliana Alves (atriz e modelo), Pathy Dejesus (atriz, modelo, dj e apresentadora) e muitas outras. Reage,Vogue!

Novembro é mês da consciência negra. Todos sabem… menos você.

Domingo dia oficial de churrasco

Era domingo, dia oficial do churrasco e macarronada em família. Eu bem que poderia ter saído do quarto pra respirar o ar lá fora e ouvir junto com meus pais a coletânea de Fundo de Quintal, mas preferi ficar na minha ao som de Akua Naru, J Dilla e mais um hip jazz supimpa que esbarrei nesse negócio maravilhoso chamado Youtube apenas sinta:

Sabe aquele dia em que você acorda e se olha interiormente e sente que tem algo em si incomodando? Então, foi eu nesse dia. Domingo pra mim, além de ”almojantar” às 17h da tarde também é dia de faxinar, dar aquela arrumada no quarto e tal. Já dizia minha bisa e minha mãe vive dizendo: “casa bagunçada e roupa guardada do avesso atrai bagunça pra vida”. Foi aí que decidi arrumar meu guarda-roupa. Mas arrumar mesmo. Não pegar as roupas recém tiradas da corda e jogar na cadeira do esquecimento. Enfim. Tirei todas as roupas e pus na cama. Cabide pra lá e pra cá com uma mistura de uns “porra, achei a blusa!”, “por que eu ainda tenho isso, nem uso mais”… E na medida em que ia ajeitando e guardando as peças, fui separando umas roupas que já não cabiam mais em mim por 2 motivos: 1- contra fatos não há argumentos, engordei e 2- não me via mais refletida nelas (o mais importante). Pra uma taurina apegada às coisas como eu, dar tchau pra essas roupas foi bem fácil. Então se eu consegui você consegue também.

Na semana seguinte acabei comprando uma blusinha no brechó de uma amiga, voltei a usar uma calça que estava guardada faz tempos, dei uma calça pra uma outra amiga e de uma conversa bem natural ganhei mais duas peças de mais outra. O mundo é movido por energia e seu guarda-roupa não é diferente. A roupa que você veste representa teu estado de espírito. Se não está conseguindo conversar, se reconhecer nessa caixa cheia de compartimentos e cabides, é hora de fazer uma limpa. Existem histórias lá dentro e é bom revê-las pra saber se quer e precisa manter ou toca-las pra frente.

Doe, revenda, troque, customize. Só não jogue fora. Tem muita gente por aí precisando vestir história nova e você também.
Pra ouvir enquanto faxina teu guarda-história, deixo aqui o link de Find Yourself- Akua Naru:

Boa faxina.