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Bastidores de uma vida aleatória

Assim como a cena do rap nacional fica extremamente centralizada no eixo Rio-São Paulo – vide a pedrada que foi Baco exu do Blues e Diomedes Chinaski esfregando na cara de geral que o Norte/Nordeste tá vivão e vivendo com seu Sulicídio – mesmo na cena do Rio, pouco se fala dos Rappers que não estão locados no Centro ou Zona Sul e muitas e muitas vezes a Baixada Fluminense sequer é lembrada.

Marcus V. R. da Silva vulgo Marcão Baixada é Rapper/Produtor e tá aqui pra virar o jogo e ele leva no próprio nome a simbologia do seu lugar de origem e com isso não nos deixa esquecer que sair de um lugar de conforto é se abrir pro novo e com isso acessar músicas e experiências que farão total diferença na forma de ver e consumir Rap Nacional.

Marcão faz um Rap que passeia entre a irreverência e a leveza de letras como Danny Glover (2014)

“ Drunk In Luv, pique J Hova/ Tô de buzão, mas quero Land Rover/ Mexeu comigo? Game Over!/ Máquina Mortífera, Danny Glover/ Onde eu chego, eu paro tudo. Pique Boy do Charmes/ Vagabundo fica puto. Piripaque do Chaves/ Se um dia tu ver um Maybach, sou eu que vou tá com a chave/ Eu não sou da NASA, mas vou pilotar uma nave”, e a porrada que é ser um homem negro que foge das estatísticas e quer mais do que sobreviver, em sua faixa Jovem Negro Vivo (2015) “ A luta é de todos pretos, da África e do mundo inteiro/ É pra zelar pela vida e não só pelo dinheiro/ Sangue no beco é o motivo pelo qual eu brigo/ Tenta enxergar o verdadeiro inimigo;/ Contrariando a estatística; minha vingança é lírica/ A face da morte é cínica…/ Calaram a voz de quem sofre com revólver/ Vitória pra nós é passar dos 29”.

Com rimas pesadas e líricas fortes, Marcão Baixada ressignifica a frase *Baixada Cruel* .

Confira sua última Mixtape, Bastidores de uma Vida Aleatória :https://soundcloud.com/…/s…/bastidores-de-uma-vida-aleatoria

Imagem:Capa da Mixtape