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“O Baile Sempre Segue” é o mantra do novo trabalho de Nyl MC

O flow da vida através de ritmo e poesia.

Com referências que vão do Samba ao Indie Rock, aliando a estética dos anos 90,  Nyl MC lança seu novo trabalho “O Baile Sempre Segue”. Sob o instrumental de “Doomsday” clássico do rap underground de MF Doom, Nyl que é cria de Irajá, Zona Norte do Rio de Janeiro, versa sobre seguir a vida, ou seguir o baile, apesar dos obstáculos.

Gravada no Estúdio Modrá, com produção, mixagem, masterização de DJ Row G e distribuição pelo selo #NovaBlack a música traz o ar do rap carioca dos anos 90 e uma diversidade de referências, a começar pelo título: parafraseando “a vida sempre segue”, verso da música Nice Try, da banda indie Musa Híbrida.

Na parte visual a produtora BERRO. assina mais uma vez, trazendo agora um vídeo art “A ideia aqui é juntar diversas referências em uma vibe do rap carioca dos anos 90 para falar sobre transições. E acho ela ideal para abrir os lançamentos desse ano, com uma narrativa diferente dos últimos trabalhos: Afronta e Reparação do Olola Fa” afirma Nyl.

Como um bom MC, seguindo na vida.

Nyl sem dúvida está em constante movimento na cena alternativa do Rio de Janeiro. Há 10 anos em atividade, inserido na cultura Hip Hop, leva suas rimas para as rodas de samba do grupo Kebajê ou para os shows de hardcore da banda Bala N’agulha, abrindo diálogo com diversas manifestações culturais.

Atuando em outras frentes para difundir o Hip Hop e a cultura negra em geral, atualmente é um dos organizadores do festival Leopoldina Hip Hop, que acontece na Arena Carioca Dicró (Penha Circular) e está nos preparativos de lançar o canal caiXa pReta onde vai falar sobre produções negras na cultura pop, ao lado do produtor cultural e pesquisador Samuel Lima.

Produzindo seu novo disco e participando de outros projetos musicais, Nyl segue o seu baile, escrevendo sua história e verbalizando a essência das ruas.

 

“Quanto mais eu faço, melhor eu fico”

O ato da escrita sempre foi um prazer pra mim. Depois que a AUR, se tornou de fato um canal de comunicação com um site forte e redes sociais, eu me dediquei mais a isso e comecei a melhorar de fato naquilo que eu sempre gostei. Escrevi bons textos, comecei a ler mais e a melhorar as minhas técnicas de escrita. Daqui a pouco eu volto nesse assunto.

Quinta feira passada rolou o show de um dos caras que eu mais escutei de 2 anos pra cá.

Thundercat.
Baixista, cantor, compositor e um dos artistas mais versáteis e com personalidade que apareceram de uns tempos pra cá. De uns tempos pra cá, deixa uma margem que ele só brotou pra um público maior a pouco tempo, acho que errei. Com 16 anos se tornou baixista da respeitada banda de punk rock “Suicidal Tendences”, produziu nomes como Erykah Badu, Flying Lotus e Kendrick Lamar, e lançou dois aclamados discos: “Apocalypse” e o último “Drunk”. Um passeio entre inúmeros estilos musicais, mantendo sempre a sua personalidade forte como músico e como artista.

Francisco Costa – IHateFlash

O show.
Por sermos originalmente uma marca que tem a música como principal veículo de comunicação, mandei um e-mail pro Circo Voador e pra produtora do show do cara pedindo uma entrevista. Já tava bem desacreditado num possível papo com o cara – Um dos maiores baixistas/cantores do mundo vai falar comigo? – e só consegui as credenciais pro show muito em cima da hora.

Chegando no circo, encontro Paulo – O assessor de imprensa do show – me diz que de repente rolaria a entrevista. Eu gelei na hora. Fui totalmente desarmado pra aquilo. Passei o show inteiro bolando as perguntas na minha mente, de uma entrevista que ainda não acreditava que fosse rolar.

O show foi muito mais incrível do que eu imaginava. A abertura foi do DJ que nunca erra, Daniel Tamenpi. Ele sempre sabe o que tocar e como assumir a responsa de abrir grandes shows internacionais. Uma entrada simples marcou o início do show. O PA do circo tava muito pesado e colocava em sinergia os teclados de Dennis Hamm, a bateria de Justin Brown e o baixo e a voz de Thundercat. Cenário muito simples, mas com uma iluminação muito boa, que dava o verdadeiro protagonismo que os 3 mereciam. Eles emendaram, já na segunda música, “Uh Uh”, que é um som instrumental do álbum “Drunk” e isso me deixou particularmente surpreso. Eles alongaram a track, parecendo que estavam fazendo uma simples jam sessions, tamanho o entrosamento entre os 3. E fazer isso já no segundo som de um show, é de se surpreender. “Lava Lamp” me deixou emocionado ouvindo ao vivo, pela sinceridade da letra e como ela foi perfomada. O som que eu mais gosto “Lone Wolf and Cub” foi tocado e me surpreendeu bastante pois é uma track que é pouco conhecida entre os fãs. Uma parceria incrível entre ele e Flying Lotus com um forte swing e soul. “Jethro”, a minha preferida do “Drunk” deu um balanço muito foda na pista e o salve que ele deu pro Kendrick em “These Walls” (Vencedora do Grammy de melhor colaboração na categoria Rap em 2017) e “Complexion” me deixaram sem palavras.

O amor dele pela cultura asiática foi muito bem explicado por ele mesmo em “Tokyo”, quando ele praticamente declamou o segundo verso da música em que explica a primeira vez que foi a cidade quando tinha 18 anos, e em “Friend Zone” em que ele ratifica a paixão maluca por games e desenhos japoneses, especialmente “Dragon Ball Z”. Para se ter uma noção, o vilão mais icônico do desenho (Freeza) tava perfeitamente desenhado em seu All Star vermelho. A última música do BIS, pedido incessantemente pelo público, foi “Them Changes” que deixou a pista quente pro Tamenpi voltar e finalizar a noite. Foi o melhor show que vi nos últimos meses, desde Snarky Puppy também no circo.

Francisco Costa – IHateFlash

O momento.
Antes do show Paulo havia me dito para, depois do show, ficar naquele fosse do Circo ao lado dos banheiros, onde os artistas geralmente vão falar com os fãs após os shows. Fiquei lá e encontrei meu amigo DJ Tucho com o Disco de “Drunk” para um possível autógrafo. Paulo aparece e chama eu e o fotógrafo Francisco Costa do Ihateflash para subir ao camarim. Na minha cabeça veio um “FUDEU” gigante e tinha certeza que iria tremer na frente do cara.

No camarim, vejo um Thundercat deitado no sofá, descalço e tranquilão vendo o seu celular. Aquilo já me deixou muito mais tranquilo. Francisco começou a fazer as fotos e ele super solícito não viu problemas em ser fotografado deitadão tranquilão daquele jeito. Dalí eu já comecei a trocar uma ideia com ele.

Francisco Costa – IHateFlash

Começo elogiando a sua personalidade ao se vestir, ele fica amarradão e eu já me tranquilizo mais. A primeira pergunta foi sobre a importância de rappers como Kendrick Lamar e J. Cole pelos assuntos abordados por eles em momentos complicados para os negros ao redor do mundo.

“É importantíssimo termos vozes como as deles em momentos que acontecem as piores situações na américa e que ainda são justificadas. Eu sinto que não é somente sobre as pessoas pretas. É sim a nossa história mas pessoas como J. Cole e Kendrick fazem qualquer um sentir, ouvir e entender o que está sendo dito e isso é o mais importante. Caras como Kendrick são muito especiais pois são diferentes.”

Pergunto sobre um dos meus ídolos e digo que na minha opinião devemos demonstrar amor e carinho pra ele num momento difícil que está passando. Sobre Kanye:

“Pra ser muito honesto mano, ele precisa crescer. Quando você se torna extremamente famoso sua mente pode pirar. É muito do que eu penso. Sua nova família, seus novos pensamentos são estranhos pra quem ouviu “Graduation” incessantemente.”

A última pergunta foi a que fez sentido no título do texto e me deu mais um aprendizado. Thundercat é notoriamente um gênio como instrumentista e isso é demonstrado sempre nos seus discos e no seu show. Não necessariamente, ele é um aventureiro como cantor. Muito pelo contrário. Sua forma de cantar deixa essa identidade que eu citei milhares de vezes nesse texto, ainda mais evidente. Pergunto a ele quando que ele se deu conta que também era um grande cantor:

“Eu não sei mano. Eu me sinto bem quando eu canto, nunca é fácil pois são duas diferentes situações. Mas eu acho que quanto mais eu faço, melhor eu fico. Não tem outro jeito a não ser fazer. É não ter medo, ir e fazer.”

Essa foi a grande lição da noite. É chegar, acreditar e fazer. Foi assim que aconteceu essa entrevista, assim que conheci um grande cara que já era fã e assim que volto a escrever por aqui. E assim que Thundercat se destaca cada vez mais como músico e como artista. Fazendo, repetindo, refazendo e simplesmente acreditando. É por isso que estamos aqui.

Agradecimentos
Circo Voador
Dell’Arte Soluções Culturais

A Jornada – O Filme

A Jornada é a parte visual do Álbum Trilogia do Amor – Parte 1 do músico e pianista Jonathan Ferr e se baseia na canção “Luv is the way”.

O curta – clip afrofuturista conta a história de ONA, um jovem negro que encontra em AYE, o amor e o sentido de sua existência. A Jornada de ONA está ameaçada por ALAISAN, cujo olhar é a própria manifestação da maldade. O curta se passa em eras diferentes, apresentando uma África mítica e imaginária que ora é passado e futuro, ora é sonho e realidade, abençoada pela Rainha de IYA.

O curta – clip possui questões que permeiam o nosso tempo, é a junção de passado e presente desenhando possibilidades de futuro outros que não somente aqueles imaginados para nós, mais sim imaginado por nós.

Li uma frase uma vez da qual não recordo a autoria, mas cabe muito para a proposta que A Jornada se propõe: “Você não pode imaginar o que não conhece” e conhecer outras possibilidades de ser e estar presente no mundo, enquanto corpos negros, nos permite agarrar toda a potencialidade que nos cabe, contar as nossas histórias, exibir as nossas narrativas e sermos protagonistas daquilo que até bem pouco tempo, eram os outros que contavam por nós.

O filme estreia no Rio de Janeiro, dia 03 de abril no Cinema Nosso, Lapa.

Segue a ficha técnica completa:
ELENCO
Bruno Silva
William Tolbert B.
Ana Paula Patrocinio
Isa Oliveira
Rubens Barbot

Direção: Jonathan Ferr
Roteiro: Quesia Pacheco
Direção de produção: Erika Candido
Assistente de produção : Leandro Vieira
Produção Executiva : Jonathan Ferr/ Tânia Artur / Neon Entretenimento
 
1 º Assistente de Direção : Erika Candido
2 º Assistente de Direção : Beny Cazim
Figurino: Marah Silva
Produção de figurino : Quesia Pacheco
Direção de Fotografia/ Câmera: Luis Gomes
Assistente de Câmera/Fotografia: Flávio Cabral
 
Direção de Arte: Quesia Pacheco
Assistente de arte e Figurino: Victor Cantuaria
Direção de arte na locação Terreiro Contemporâneo : Gatto Larsen e Rubens Barbot
Pintura corporal : Rphel Cruz
Maquiagem : Isabelle Freitas
Still / Making of : Victor Hugo
Motoristas – Alex Sanots / Paulo Jorge
 
Edição – Beny Cazim / Cazim Filmes
Pós Produção : Cazim Filmes/ Neon Entretenimento
Colorista : Marcos Reis
Designer gráfico/Logo/ Artes gráficas : Jesus Paixão
Diretora de comunicação: Karina Vieira
 
MÚSICA
“Luv is the Way ” by Ferr
Piano/Rhodes/Synths : Jonathan Ferr
Talk Box : Donatinho
Voz: Alma Thomas
baixo: Facundo Estefanell
Bateria: Caio Oica
Engenheiro de gravação/ Mixagem: Vini Machado
 
Gravado no studios:
Estúdio 496 Santa Teresa
Synth Love
 
“Why are you crying?” by Ferr
Piano e arranjos de cordas: Jonathan Ferr
Voz : Mariana Milani
Engenheiro de gravação/ Mixagem: Vini Machado
 
Produção musical : Jonathan Ferr e Vini Machado

Lá Dó Si Lar – Maíra Freitas

Quando a música está em casa: Lá Dó Si Lar estréia segunda temporada.

A web série musical apresentada pela cantora e pianista Maíra Freitas passeia por diferentes estilos musicais.

“Reunir amigos e fazer um ‘bem bolado'”, essa é a partitura da série musical Lá Dó Si Lar, um programa totalmente original lançado semanalmente no youtube. A cada semana um artista é convidado a passar uma tarde bem a vontade na casa de Maíra Freitas.

A segunda temporada da série traz um belo acorde com os cantores Alanito Sonhador, Alberto Salgado, Jonas Sá, Josyara, Nilze Carvalho, Simone Mazzer, além da poeta Letícia Brito.

Misturando o clássico, o regional, o samba e o alternativo de maneira única.

“A ideia do programa surgiu a partir de uma gravação que fizemos com o Wilson das Neves, que eu admirava tanto. Nós curtimos tanto trazer esse ícone para ‘dentro de casa’ que resolvemos abrir o nosso ‘lar doce lar’ e convidar o público para curtir essas versões inéditas”, conta Maíra Freitas.

“A concepção do programa é feita com canções autorais, entre novos e consagrados artistas da música brasileira. A Maíra faz a curadoria dos artistas e eles escolhem três composições suas, e nós fazemos os arranjos trazendo versões inéditas, das originais”, completa Julio Alecrim, diretor musical do programa.

Os noves episódios foram filmado no aconchego da casa da Maíra, que fica no Alto da boa Vista, entre um café e um bolo despretensiosamente tirando um som. “A nossa casa fica um caos, delicioso, porque recebemos a cada temporada nove artistas e inúmeros músicos, mas tudo é feito com muito amor
e prazer. A ideia do Lá Dó Si Lar era ser um programa semanal, mas como todo projeto independente, a verba é sempre um problema, por isso gravamos cada temporada em quatro dias corridos”, diz Mario Rocha, diretor geral do programa.

“Durante a primeira temporada, nós abrimos as portas da nossa casa para nomes como Hamilton de Holanda, Julia Bosco, Pedro Luis, Áurea Martins, Vidal Assis, Matheus VK, Jessica Passos, Moreno Veloso e João Cavalcanti”, conta Maíra.

O programa Lá Dó Si Lar é produzido pela Danada Produções e Arquitetura Musical e vai ao ar no Youtube às terças e quintas.

Vem dançar com a Elis

Ela ganhou o país aos 4 anos quando disse que o seu “cabelo não era piluca”. Desde então Elis Mc, dançarina e cantora de 6 anos, continuou na cena e produziu muita coisa boa. Uma delas é o single Vem dançar com a Elis, de autoria do músico e coreógrafo Luis Marques.

O título da música saiu do evento que Elis comanda desde 2017 com edições no Rio de Janeiro e São Paulo. A intenção do evento é levar dança para todas as crianças e suas famílias.

O evento serviu de grande inspiração e assim nascia o single. No beat da música, temos referência do funk melody dos anos 90 e um toque de atualidade na pegada do passinho carioca.

Uma música tão simples e tão forte ao mesmo tempo que precisava de um clipe a altura. Foram 30 dias de pesquisa e muita parceria para a realização desse projeto.

Referências da história negra construíram a cena e a leveza e alegria das crianças deram a energia para o clipe. Todo mundo foi convocado e a gravação aconteceu no Parque Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Foram mais de 40 crianças que participaram da gravação que durou 9 horas.

O lançamento aconteceu semana passada no canal Elis Mc.

A produção final é da 44Meia Produções e o single já está disponível nas principais plataformas.

O Vem dançar com a Elis é um levante infantil a favor da beleza natural.

A música e o clipe são para todas e todos. É um ode à liberdade e a felicidade.


Mulheres do Backstage

Uma coisa não podemos negar, amamos um glamour, um editorial foda de lindo, uma roupa babadeira com ótimo caimento no nosso templo chamado corpo, aquela peça coringa, uns textos informativos que só agregam e uns eventos supimpas pra saber as novidades do mundo da moda.

Mas você já se perguntou quem tá por trás disso tudo? Em especial ao mês das mulheres, eis aqui uma listinha das manas que botam a cara no backstage e a mão na massa.

1- Mofe Bamuyiwa
Fotógrafa nigeriana com foco em casamentos, beleza e família, capta leveza com um toque de realeza através de seus cliques que parecem pinturas. Seus trabalhos você encontra aqui: Instagram | Site

2- Solange Knowles
Você sabia que esse ícone de mulher além de, cantora, compositora, produtora, atriz e também DJ, lançou uma linha de tênis junto com a Puma tendo o Brasil como inspiração? Pois é! Em 2013, a marca convocou Solange para ser a nova diretora de arte e consultora criativa. Sua estréia na área foi o lançamento da linha Girls of Blaze Disc do tênis Disc Blaze, o pioneiro da marca sem cadarço voltado para corrida (inclusive, o tênis da foto é um dos modelos). A bonita também faz a blogueirinha aqui. | Instagram

3- Ruth E. Carter
O que é o que é: aquilo que você olha, baba e fica querendo durante e depois do filme pro resto da vida? O figurino do filme Pantera Negra! Isso mesmo, gente, o figurino. E quem assina os trajes maravilhosos de Wakanda é essa rainha aí da foto. Ps. Ruth também assinou figurinos de filmes como Selma, dirigido pela extraordinária Ava Duvernay e Do The Right Thing, dirigido por Spike Lee. Você encontra ela por aqui: Instagram | Site

4- Suyane Ynaya
Fashion stylist e diretora criativa do coletivo MOOC, tem em seu portfólio -maravilhoso- produções na revista Elle e revista Glamour, desta vez estampada babadeiramente por Karol Conka (o styling nem preciso dizer de quem é, né). Você encontra ela aqui: Instagram

5- Rihanna
Eu nem vou me prolongar muito porque no final das contas qualquer coisa que a gente vá falar sobre Rihanna o resumo é sempre “rainha, né mores”, porque é isso mesmo. A Fenty, além de se jogar nas Beauty, está apostando em lingerie. Ainda não temos muitas notícias, mas segundo fontes, em parceria com o grupo TechStyle, Riri tem desenvolvido a linha a cerca de mais ou menos um ano.

6-Luciane Barros
Cansada -nós também, mana- de ver só manequim 34, Luciane, queria consumir apenas de empreendedores afros, mas que também só faziam roupas para pessoas magras, deu o primeiro passo apresentando-os ao mundo plus size. A situação deu tão certo que além de ter modelado para as marcas, decidiu criar a agência de casting Afrika Plus Size Brasil.

7- Luanda Vieira
É fotógrafa e também repórter de moda na revista Glamour. A entrevista da Conka é toda dela. Cata lá pra ler.

Bom, depois dessa listinha podemos reforçar e relembrar que: 

Websérie Afronta – Pretos no Topo!

Pesquisa, curadoria, encontros, representações sobre Afrofuturismo.

Eu prefiro chamar de re-escrita de memória.

A diretora Juliana Vicente faz isso é muito mais com a sua série Documental Afronta, produzida pela PRETA PORTÊ FILMES, em coprodução com o canal Futura e lançada online no canal TV PRETA .

São 26 episódios com entrevistas de até 15 minutos com pretas e pretos que estão fazendo acontecer no mundo da música, do cinema, da moda, das artes, do lifestyle, da dança, da literatura, do empreendedorismo, pessoas que estão influenciando a sociedade e as redes, produzindo conteúdo, ditando tendências e pensado o país a partir de outros olhares e outras subjetividades.

O mote do programa são narrativas pessoais que passeiam pelo Afrofuturismo, são reflexões a cerca da criação e fortalecimento de redes que transcendem a internet e também sobre a pluralidade do Ser Negro no Brasil.

Afronta expõe a imensa capacidade de produzir que esses pensadores possuem, quando não estão mais limitados pelo olhar cerceador e pequeno, limitador e estereotipado de quem pensa que ser negro é ser uma coisa só. Ali estão indivíduos lotados de saberes próprios, complexos, belos e afetuosos em suas trocas e que por saberem que assim são, seguem influenciam pessoas. Na internet e fora dela.

Onde assistir?
TV PRETA
Futura Play 

Temos (Con)Cursos!

Começo de 2018 tá aí, vários planejamentos sendo feitos… Talvez aquele empurrãozinho para voltar ou começar a estudar aquilo que sempre sonhou, tentar uma área nova ou  até mesmo criar um projeto e se jogar num concurso, possa estar aqui. O ano já começou com oportunidades: cursos profissionalizantes gratuitos e concursos relacionados ao mundo da moda. Chega mais!

No final de 2017, SENAI CETIQT disponibilizou vagas gratuitas para alguns cursos em parceria com a prefeitura do Rio de Janeiro. Este ano, 1655 vagas serão disponibilizadas no total, mas as datas ainda não foram divulgadas. Para maiores informações, fique atentx aqui.

A IFRJ de Belford Roxo também oferece cursos de qualificação profissionalizante, como adereços de carnaval, gestão de vendas e negócios de moda, ecodesign de acessórios de moda e outros. Também  não há data prevista para inscrições, mas para saber sobre todos os cursos e continuar acompanhando, clique aqui.

O Sindcon (Sindicato das indústrias de confecções de Roupas e Chapéus de Senhoras de Petrópolis), através do Programa de Qualificação Setorial do Senai, disponibiliza vagas gratuitas para cursos de modelista e costura com duração de 3 meses. Para maiores informações, clique aqui.

A Killing é uma empresa indústria química com anos no mercado produzindo colagem e pintura, que com o apoio da Assintecal (Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos), criou o 1º Desafio Kisafix de Design Calçadista. Um concurso de moda que tem como objetivo dar acesso às novas tecnologias da linha Kisafix para os profissionais criativos da área e também fortalecer o desenvolvimento do mercado brasileiro de calçados. O ganhador do desafio será premiado com uma viagem para Itália e será capa na revista Lançamentos Trends da edição de junho/julho de 2018. Não é necessário ter formação ou atuar na área. Inscrições estarão abertas até 11 de março de 2018. Maiores informações, clique aqui.

Concurso dos Novos 2018. É considerado o maior concurso de moda autoral para estudantes da América Latina, criado pelo Dragão Fashion Brasil, um dos maiores e mais conceituados eventos de moda do país. Como premiação, além dos Troféu DFB, a instituição ganhadora levará R$ 10.000,00. As inscrições estarão abertas a partir de 26/02/2018 e acabam no dia 08/03/2018. Para maiores informações sobre regulamentos, clique aqui.

E aí, bora tirar os planos do papel?

(Então precisamos ficar criativos).

Minha Primeira Música – Laíse Neves

“Preciso dizer que não se trata da minha primeira música, mas sim da minha primeira “saga musical”.

Desde pequena sempre fui muito ligada à música e devo agradecer ao meu pai. Aos 7 anos ganhei meu primeiro rádio de presente de aniversário e lembro que minha mãe comprava cds infantis como os da Cristina Mel, Eliana e afins e eu ia escondida na sala pegar os cds deles pra ouvir (o único infantil que eu respeitava era o cd da Mulekada.

Porque, bem, era Mulekada, hahaha). Ouvia Jorge Vercillo, Maurício Manieri, Ray Charles, KC & Sunshine (inclusive costumo dizer que ‘Shake your booty’ é nossa “música de fazer passinho”), Whitney Houston (um cd versão remix tá comigo até hoje), Seal, Jon Secada, James Brown, Kenny G, Tim Maia e muitos outros que se deixar, passo o dia inteiro só citando artistas que meu pai sempre faz questão de passar na minha cara que “são da época dele” … E foi mais ou menos nessa idade que vi um comercial na tv anunciando o cd “100% Black”. Parece até que foi ontem: eu parada no meio da sala tentando identificar o ritmo e assim que o comercial tinha acabado, virei pro meu pai e disse “PAI, COMPRA ESSE CD?!”. Acho que música é a única coisa que não entrou na lista do ‘’na volta a gente compra’’…

Com o boom do computador, a pirataria também foi tomando proporção, e ainda que seja ilegal, de certa forma contribuiu muito pro meu acervo musical. Cds originais de Rap/Hip-Hop/R&B eram raros e fora do orçamento na época. Então a solução era comprar “por fora”.

Nove anos de idade, um aparelho DVD como presente de aniversário dessa vez e o primeiro contato com um mundo chamado Hip Hop Video Traxx. Como introdução, um slide de homenagem para um parceiro que morreu, um grupo de meninas dançando step e… “Touch it, bring it, pay it, watch it, turn it, leave it, stop, format it”.

A voz de uma mulher repetindo o refrão que até hoje tá grudado na minha mente e me traz sempre um cheiro de infância, mas não por causa do Daft Punk, e sim por causa de Busta Rhymes. “Touch it” foi a primeira música e o primeiro videoclipe que vi em dvd. Achava tudo foda demais: a batida, a quantidade de rappers (principalmente mulheres), as cores, as roupas, tudo! Me fez conhecer artistas que considero fodas e escuto até hoje, como Moob Deep, DMX e Papoose.  Na época, no trabalho do meu pai tava rolando amigo oculto e o presente que ele pediu foi “um dvd de hip-hop pra minha filha”. Desde então, Video Traxx 8 foi o portal da minha caverna do dragão musical. Nunca mais consegui parar de comprar ou pesquisar na internet (que era discada, hahaha).

Eram todos os dias depois da escola ouvindo ‘Run it’ enquanto fingia estar numa baladinha seguida de uma bad amorosa por não ser namorada do Ne-Yo enquanto ouvia ‘So Sick’. Os anos se passaram e sigo querendo o figurino de pelo menos a metade do dvd, pois naquela idade via as cantoras nos clipes e tinha a sensação de ver mulheres livres. Video Traxx 8 não só me proporcionou deslumbres pelas roupas e cantores novos nas minhas playlists, mas também colaborou na minha representatividade. Diante de um círculo social cheio de pessoas brancas, mantive cada vez mais meus gostos e percebendo o quanto de beleza tem a pele negra. Tudo isso naturalmente.

Se um dia eu tiver filhos, vou apresentá-los aos meus inúmeros dvds e falar como meu pai  -típico leonino- fala até hoje com seu orgulho musical: é da minha época!

Laíse Neves – Colunista de moda da AUR, estudante de comunicação, pesquisadora de moda, dançarina e menina mulher da pele preta.

4 Coletivos se juntaram e fizeram outro Carnaval

A ideia era uma só: Juntar o carnaval com o hip-hop e fazer uma festa incrível para aqueles que se sentem órfãos do boom-bap, do trap, do rap, do soul, do deep house e das demais vertentes que compõe esse grande caldeirão que é o hip-hop.
Isso tudo na terça feira de carnaval, quando geral tá focado nos tradicionais desfiles dos Blocos Afros que rolam pra fechar o carnaval.

Para isso, nós da AUR, nos somamos a 3 festas grandiosas aqui do Rio de janeiro:

– BREAKZ
– BRUK // Broken Beats
– CLASSY

Pois bem, a festa rolou e foi lindo. Muito mais do que esperávamos, muito mais do que imaginávamos.

O Ganjah Lapa cedeu o espaço e a fotógrafa Clara Sthel fez a cobertura – Incrível – que você vê a seguir:

Nosso agradecimento a quem pode colar e no próximo carnaval: Vai ser melhor, vai ser maior.