Série Black-Ish

Postado por 25/09/2017

A primeira série que vi protagonizada por uma família negra, foi Um maluco no pedaço, logo depois, Eu,a patroa e as crianças, Todo mundo odeia o Cris e por fim Empire.

Dentro de suas particulares – Um maluco no pedaço, Eu, a patroa e as crianças e Todo mundo odeia o Cris, são séries de comédia e Empire é uma série mais puxada para o drama – todas as séries citadas eram basicamente sobre o Ser, muitas vezes racializando as pautas dos episódios, outras vezes pontuando algumas situações diárias.

Pula para 2017 e temos Black-Ish.

A série começou a ser exibida em 2014 e a quarta temporada começa em outubro.

Black-Ish é um projeto de Kenya Barris que tem no currículo as direções de Um salão do barulho 3, America’s next Top Model e o filme Girls Trip que estreia ainda esse ano.

A série é sobre o cotidiano da família Johnson sob o olhar de Dre Johnson, publicitário, que tenta passar seus valores culturais e conhecimentos para os 4 filhos, Zoey, Junior, Diane e Jack com a ajuda de sua esposa, a médica Rainbow.

Dre é o cara que cresceu no subúrbio, criado pela mãe e com um pai relapso, viciado em tênis e responsável pelas campanhas publicitárias de uma agência.
Rainbow é a médica anestesista, filha de mãe negra e pai branco que é azucrinada pela sogra.
Zoey é a filha mais velha, consumista e viciada em redes sociais.
Junior é o filho nerd que está tentando se achar no mundo.
Diane é a gêmea de Jack, as melhores tiradas são delas, a menina mais parece um alienígena encarnado e é engraçada a forma como ela espezinha a todos com um senso de importância afiadíssimo.
Jack é o dançarino e o que consegue manter a inocência de uma criança comparado a sua irmã, a mini-adulta.

Tem os personagens secundários, como os pais do Dre, sua irmã e o seu melhor amigo, o debochado Charlie.

Black-Ish é uma série de comédia que reflete os problemas de seu tempo a cada episódio, como por exemplo, a eleição de Trump, a importância da igreja para os negros americanos, a discussão Dark-skin X Light-Skin, a falta de bonecas negras, relacionamentos inter raciais, violência policial, entre tantos outros pontos.

Em um dos episódios mais emblemáticos, a família Johnson discutia sobre política, a saída de Barack Obama e a entrada de Donald Trump, logo depois o atual presidente americano twittou que a série era racista pq não existe uma série chamada White-ish…(hahahahahahaha)

Enfim, Barack Obama and Family amam a série e isso que importa.

Black-Ish é vencedora de vários prêmios, aclamada por críticos e pelo público e abre precedente sobre como uma família negra pode ser representada fora do escopo de sempre: desestabilizada, ligada a criminalidade e a pobreza.

Assertividade: CHS Lança o Seu Novo Álbum “Tudo Pode Acontecer”

Por Matheus Iéti 04/05/2020

“Tanto faz o que ‘cê faz da vida, objetivo vai ser sempre um, dar conforto pra minha família meu patrão, não acredito em nenhum…” Assim CHS abre seu novo projeto oficial –  Tudo pode acontecer – (2020) Pirâmide Perdida. Contextualizando: Se você não está familiarizado com o rapper, posso te apresentar algumas faixas importantes ao longo de sua […]

Produção e Fotografia – Conheça: Sancho

Por Matheus Iéti 09/07/2020

Nas últimas semanas troquei idéia com quatro fotógrafos e descobri diferentes perspectivas de produção de conteúdo, olhar e, principalmente, de estilo na fotografia de rua.  Quanto mais o tempo passa mais percebemos a imensidão da criatividade e como ela é colocada em prática nos diferentes cantos da cidade, não sendo diferente com o Sancho que […]

Conheça o corre: I love my analog.

Por Matheus Iéti 26/06/2020

Ao longo das últimas semanas seguimos com a série: “Conheça o Corre” dentro dos artigos de costume do Radar. Este projeto visa entender o processo de criação de articuladores e articuladoras culturais que trabalham em mais de uma frente na produção artística  e de conteúdo. Posto isto, nos últimos dias bati um papo muito interessante […]

Conheça o corre: @_mulambo

Por Matheus Iéti 16/06/2020

Ao longo de 2019, nos conectamos com fotógrafas e fotógrafos no Rio de Janeiro. A experiência passada ao criar laços com esses e todos os outros articuladores culturais presentes no Radar vem sendo única e incrível. O cenário que estamos vivendo nos fez recorrer a outras formas de conexão dentro do processo de criação e […]