Sain e o seu refinado “Slow Flow”

Sain sempre foi um cara entusiasta do rap. Isso é meio que óbvio pela sua criação e seus fortes laços familiares com a arte. Quando juntamos o seu entorno com a sua natural vontade de pesquisa por coisa nova, chegamos a conclusão que Sain é um dos caras mais evoluídos dentro do rap, culturalmente falando.

“Slow Flow” mostra bem isso. Mantendo as suas raízes dentro do underground e em todas as referencias da golden era, Sain solta um álbum direto, reto e refinadamente diferente. A produção musical de El Lif traz esse cuidado com o disco onde cada beat e cada sample foram muito bem pensados e encaixados para as rimas de Sain.

Em um momento onde o trap vem dominando todo o abrangente conceito de urban music, Sain decidiu seguir a sua linha dentro do boombap. Mas é aquele boombap bem underground que marcou o rap dos anos 90, com muitas referencias de Jazz e Soul. A maior referencia para o álbum foi a label Griselda Records, que impulsiona vários artistas da cena hip hop underground dos EUA. Após El Liff apresentar a ele essa referência, Sain mergulhou ainda mais numa onda que já era sua.

Sain gosta de rimar. Atualmente existem alguns rappers que, quando estudamos toda a sua obra, ainda temos dúvida se aquele artista entende do que vive. Rapper vive de fazer rima. Sem repetir palavra e sem desperdiçar verso. E isso reafirma a sua função como artista, dentro de uma das culturas mais subversivas de todos os tempos.

Fizemos um “Faixa a Faixa” com o cara e nesse material ele fala sobre toda a onda criativa que definiu o formato do álbum.

 

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