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Precisamos falar sobre Insecure

Precisamos falar sobre Insecure

Wikipreta. Você já ouviu esse termo? Dá pra entender um pouquinho do que ele significa em Insecure.
As problemáticas de relacionamento, as amigas malucas – Broken Pussy- as fases não tão maduras assim pela quais passamos. Está tudo aqui, recheado por uma trilha sonora que leva a colaboração de Solange.

Issa Dee é a protagonista da série ao lado da melhor amiga Molly, elas discutem o que é ser mulher negra na América e todos aqueles assuntos relacionados ao ser mulher – carreira, família, amigos relacionamentos – que muitas vezes só discutimos quando estamos entre mulheres.

A familiaridade das situações cotidianas me fez questionar várias vezes se não estava vendo minha vida – privada – na tela. Isso que faz a diferença na série, ela te coloca no espaço da normalidade e determinadas situações que a gente achava que só acontecia conosco, mostra que somos muito mais parecidas do que imaginávamos.

Esse foi o micro-texto que fiz após assistir a primeira temporada. A segunda temporada acabou na semana passada e precisamos falar sobre porque Insecure é a melhor série quando se trata de falar sobre as diferenças e similaridades entre mulheres negras.
E para instigar mais sobre como fazer uma série com “representatividade”.

Issa, Molly, Lawrence, Daniel, Dro, Kelly, Tiffany, personagens que colocam na tela a multiplicidade sobre o ser negro, sem estereótipos negativos, sem corpos padronizados, sem cair no lugar comum que às produções nacionais insistem em nos colocar, faça um exercício mental e tente se lembrar quais papéis majoritariamente os atores e atrizes negros fazem.

Sem dar spolier dos episódios, todos os personagens passam por situações comuns a nossa realidade: problemas de relacionamento, conflitos no trabalho, diferença salarial entre negros e brancos, conversas sobre sexualidade, choros desenfreados, trocas de “contatinhos”, encontros que acabam não dando tão certo assim, dúvidas e inseguranças quanto ao futuro e entrando em problemas específicos, gentrificação do bairro e especulação imobiliária, com a Issa, por exemplo e sobre “escolher” com quem se quer trabalhar, com a Molly.

Insecure é uma série que denota cuidado sobre a imagética negra nas telas, desde a construção dos personagens, vide a diversidade de papéis, até a luz, quando uma lente específica é utilizada para que as cores sobre a pele negra esteja de forma correta.

Vamos falar de “representatividade”?

Insecure é escrito e protagonizado por Issa Rae, alguns episódios são dirigidos por Melina Matsoukas (procurem essa mulher já!) que é uma das produtoras executivas e já trabalhou com Rihanna, Beyoncé – Formation foi ela quem dirigiu – e a Trilha sonora de toda a série, que dialoga com todos os episódios – é maravilhosa demais e está disponível no Spotify – é assinada por Raphael Saadiq e tem como colaboradora Solange.

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Obs: Eu não poderia deixar de falar sobre o figurino da Issa. O que são as camisetas dela? Quero todas.

Obs 2: O nome de Issa é Jo-Issa Rae Diop

Insecure é a nossa cara na tela, nossas inseguranças, furadas, relações, dúvidas e a possibilidade real de se ver sem ser em personagens estereotipados.

Imagem: Zimbio

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