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Naquele Pique: NXRTH disponibiliza seu primeiro EP

Naquele Pique: NXRTH disponibiliza seu primeiro EP

Nxrth é cria do Jacarezinho. Artista versátil, que utiliza suas experiências do dia a dia para compôr seus versos, fugindo do cenário de armas e crime, pra dar vazão ao sorriso no olhar dos mais novos e a visão do sucesso focada no futuro.

Depois de “My Gang de Bairro” NXRTH se concentrou pra acertar novamente. Naquele Pique é seu mais novo projeto que tem todas as produções assinadas por Vt no beat mostrando uma sinergia muito interessante em cada track.

O projeto é pra cima, não deixa a bola cair em nenhum momento, com destaque para as faixas solo “Maciço” e “Pesoe os feats em “Sinal de Gang” com Stallone na Voz, Erotes em “Drip é lixo” e “Clima de Baile” com OFAV, fechando o EP com chave de ouro.

Trocamos uma ideia com o artista pra falar sobre a carreira e o lançamento que chegou com classe.

Fala irmão, tudo certo? Me fala da tua história com a arte, como começou, quais as suas primeiras produções e influências.


Tudo começou quando eu ganhei meu primeiro cd do Racionas, ali eu já me apaixonei pela arte, meu tio Moisés que já era um bon vivant na época me apresentou inúmeros artistas que influenciam muita na minha até hoje. Charlie Brown, Cidade negra, Marcelo D2, Natiruuts, MvBill entre outros.

Eu sempre fui um amante da arte, nessa época amava desenhar fazia desenho em qualquer papel, eu queria desenhar ouvindo sempre ouvindo algum rap. Meu primo mais velho, Paulo Roberto já queria rimar naquela época, e, observando ele eu fui criando um amor pela arte do hip hop. Aquela vivência me fez sonhar.

Uns tempos mais pra frente eu já mais velho amante do rap nacional comecei uma marca de roupa chamada NORTH SIDE dali surgiu o meu vulgo NXRTH, mais pra frente comecei a colar com os manos do 420REP e a participar de vários eventos, na sequência parcerias surgiram e eu passei a colar com os meus irmão da festa TRIP.

A festa CASSINO também teve influência no meu corre, assim como o C.C.R.P, (Circuito Carioca de Ritmo e Poesia) dali eu fui ganhando experiência e conectado com alguns irmãos, (Salve pro Japa) eu decidi fazer música.

Eu e ele (Japa) Fizemos uma track chamada TEGA, que era exatamente como a gente vivia, tranquilão, suave sempre.

Me fala um pouco da tua relação familiar, curiosidades interessantes sobre como tua coroa soma contigo e o que você tenta passar a partir disso.

O fato de eu fazer rap e minha família amar isso me faz muito bem. Acredito que de alguma forma consigo mostrar pro meu filho que ele pode ser o que ele quiser. Eu trabalho mas apesar de tudo coloco fé no meu sonho. 

Gosto de passar essa mensagem dentro de casa, de conectar todos e deixar o próximo muito mais a vontade de ser ele mesmo, por que ele sabe realmente quem eu sou. O mais genial de tudo é que Deus colocou minha mãe como fã número 1, sendo mais um motivo pra eu fazer rap até morrer.

Me fala dos projetos que você já participou e dos que você mais gostou de participar?

Além da minha marca de roupas, eu trabalhei em diferentes eventos de rap, como a Roda do Rocha, o CASSINO, tive conexões com a DOPE HOUSE, (Junto contigo iéti, rs) na festa TRIP e alguns projetos com o FONTE e o Vulgo EFITE, fazendo música e colaborando sempre. Acho que o trabalho que mais curti fazer é de fato a Naquele Pique, colaborar com OFAV, o Guizo, o Jxvem Leo, o Stallone, Sam e o Erotes me fez amadurecer nas rimas e na diversidade do que eu posso fazer nas músicas.

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Pra fechar, me fala um pouco sobre o processo de criação do projeto?

O processo de criação foi justamente viver a parada 24 horas por dia. Tô sempre na área fumando um, escrevendo sempre, ouvindo beats, colando no estúdio, deixando a mente viajar e falando das ruas onde eu sou cria.

O Naquele Pique surgiu logo após eu soltar um som que leva esse mesmo nome e trouxe um retorno responsa do público, mesmo aqui na área onde vários estouraram, é maneiro ver esse reconhecimento dos moradores.

Eu passei os últimos meses escrevendo e colando no estúdio e pensei em dar continuidade no material chamando uma tropa dedicada pra trabalhar junto.

Pra fechar, queria mandar um salve pro OFAV que sempre acerta nas faixas, o SAM que tá comigo na “My Gang de Bairro“, o Tiél que amassou na mixagem e masterização do projeto e o VT no Beat que deu vida ao meu papo reto.

Naquele Pique está disponível em todas as plataformas e você pode ouvir aqui:

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