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AUR, Atemporal. EP 3

Nesse programa os nossos apresentadores conversaram sobre o poder da música e como ela transforma momentos e vidas. Pela parte musical, uma grande variedade de grooves e sons que trazem Drake, Elza Soares, Mahmundi, Ramonzin, Fióti, Michael Jackson, Djonga, Luccas Carlos e muito mais!

Foto Thiago Monçores

Arte Schineider

Ouça, curta e compartilhe!

https://soundcloud.com/aurmusic/programa-aur-03

Benjamin Duterde, cantor francês mais conhecido como Ben L’oncle Soul

Estava fazendo curadoria de Jazz e Soul em francês e me deparei com Benjamin Duterde, cantor francês mais conhecido como Ben L’oncle Soul.

Ben L’oncle Soul ganhou o cenário musical após fazer versões em Jazz e Soul de músicas conhecidas como Seven Nation Army, do White Stripes e Say You’ll Be There das Spice Girls.

Ele lança seu primeiro Ep em 2009 e no ano seguinte seu álbum completo com 14 faixas, entre francês e inglês, com destaque especial pra faixa, Come Home, numa pegada forte de Soul dos anos 60.

O seu último cd lançado foi o Under My Skin, ano passado, em homenagem a Frank Sinatra.

Imagem: http://www.benlonclesoul.com/

AfroVibez

A gente aqui da AUR, acredita muito no coletivo, no fortalecimento e na certeza de que se um um dos nossos cresce, estamos crescendo também. Foi com muita alegria que sabemos no nascimento da AfroVibez, um coletivo composto por Rachel Oliveira, Romualdo Miranda a.k.a. Roma e Sandro Demarco e agregando o bonde pesadão, Tamyris Reis, Tago Oli, Pandro Nobã, Kíssila Rangel, Beatriz Silva e João Assis.

Mas você deve estar se perguntando, o que é a AfroVibez? E pra te responder convocamos Rachel Oliveira, uma das mentoras do projeto:

“AfroVibez é um coletivo para além de uma festa. Ele é um coletivo preto, criado por pessoas pretas para pessoas pretas. Entendemos assim como Cheikh Anta Diop que o primeiro homem do planeta foi preto, e que o berço da civilização é em África. Então a nossa filosofia tem base em um adinkra, um sistema de linguagem e filosofia africana, com vários símbolos e significados, o nosso em questão é o Sankofa, onde procuramos olhar para trás para ressignificar o futuro. Para nós é impossível que o nosso povo consiga uma emancipação e libertação da escravidão mental a qual somos condicionados e que leva a extensão e perpetuação da escravidão de nossos corpos, enquanto nossas bases sociais forem greco-romanas. Sociologia, filosofia, ciências sociais, ciências políticas, economia e até mesmo outros campos como matemática, medicina e arquitetura têm origem em África, origem social, essa que serviu de base para a cultura nórdica, só que nesse caso moldada a seus interesses e perspectiva (branca), então não faz nenhum sentido para qualquer povo preto, seja em África ou em diáspora, ter uma base social escravocrata. Isso resulta no nosso atraso e na nossa escravidão eterna. E tocando nesse assunto, a melhor maneira de se escravizar um povo, é não deixar que o mesmo saiba quem é e não conheça suas origens e potencialidades, o que explica a dificuldade de reconhecimento de unidade familiar em diáspora, porque somos mais da metade da população no Brasil, por exemplo, mas não conseguimos nos unir de fato, por conta de toda uma estrutura que trabalha na nossa fragmentação.

Nossa história ao contrário do que contam os livros de história das escolas, não começou com a escravidão. Durkheim, Foucault, Marx, Platão, Darwin, entre outros, jamais poderiam servir de norte para nós. Mas são os únicos a serem vistos nas escolas e na academia, a África então se torna um buraco vazio na história, na história sobre a qual ninguém fala, ninguém conhece.

Em algum momento da vida, todos tiveram parentes vindos do Continente mãe, mas estão todos procurando saber sobre a possibilidade de tirar uma dupla cidadania européia. Se eu lhe perguntar de que parte da Europa vem a sua família, você tem mais chances de me dizer do que se eu perguntar de que lugar da África você veio.

Bom, AfroVibez problematiza tudo isso e se preocupa com tudo isso, e existe uma parte muito bonita em ser preto, o que nos enche de orgulho, de sermos quem somos, parte essa que não está na televisão porque lá nós somos traficantes, escravos e bandidos, não está nas escolas e faculdades porque lá só entramos como objeto de estudos relacionado a miséria para gozo intelectual da branquitude.

AfroVibez é a criação de espaços pretos necessários, para que em forma de entretenimento possamos passar aos nossos a parte boa sobre ser preto, pegamos como referência a oralidade dos griots que tinham como compromisso preservar a história e transferimos aos nossos rappers, mcs, djs, articuladores sociais, produtores, jornalistas, publicitários e contadores de histórias que nos ajudam a preservar e a contar a nossa versão, uma história narrada em primeira pessoa, livre do olhar antropológico branco”.

A AfroVibez já chega pesada e colocando na pista um encontro, ou melhor O encontro, que acontecerá dia 08 de julho. se liga no evento.

Cantora Luciane Dom

Banzo é uma palavra de origem africana que dá nome ao sentimento de tristeza, angústia e solidão que os africanos escravizados no século XV tinham de África.

Liberte esse Banzo é nome do cd e do show da cantora Luciane Dom, show esse que foi idealizado e é dirigido por Davidson Ilarindo. Para Luciane Dom, o Banzo ainda existe e se traduz das mais diversas formas na contemporaneidade. A cantora usa sua voz para transformar e ressignificar, através de suas músicas repletas de poesia e elementos de origem africana. O projeto apresenta vivências e experimentações culturais do cotidiano afro brasileiro.

Liberte Esse Banzo é poético, lúdico e questionador, possuindo inquietações e silenciamentos. É o combate ao racismo, a afirmação e valorização da identidade negra, bem como uma maneira de convocar o público à libertar o banzo nos ritmos de África.

Luciane Dom faz um showzaço no próximo sábado dia 24/06, um show para mostrar às músicas do cd, um show cheio de afeto e com entrada colaborativa, ou seja, você paga o que pode.

Link do evento: https://www.facebook.com/events/1487072571313979/?ti=as&__mref=mb

AUR, Atemporal. Ep 2

Depois da ótima repercussão da nossa estreia, o segundo episódio do nosso podcast traz artistas como ramonzin, Carlos do complexo, Chico Tadeu, Oshun, Goldlink e vários outros.

Em sua troca de idéias, os apresentadores Júlio Rodrigues, Tamy e Pedro Bonn conversam sobre suas referências musicais e quem os influenciou em suas carreiras.

Mais um episódio na pista! AUR, Atemporal apresentado por Tamy, Júlio Rodrigues e Pedro Bonn!

Fotografia Thiago Monçores

Arte Schineider

https://soundcloud.com/aurmusic/programa-aur-02

“Não existe conhecimento se não for compartilhado” – provérbio Bambara- Mali

Listo aqui 10 livros que fizeram e continuam fazendo a diferença na minha vida, livros de ficção, de não ficção, poesia e de quebra, um livro sobre a história do Rap no Brasil.

1. Um defeito de cor – Ana Maria Gonçalves
Meu livro de cabeceira, já dei ele de presente diversas vezes e está sempre presente em minhas indicações pelo simples motivo de: se você quiser entender um pouquinho da vida das nossas ancestrais, está aí uma oportunidade sem igual. Ana Maria Gonçalves escreve como poucas. Muito amor.

2. Americanah – Chimamanda Ngozi Adichie
Ifemelu ❤. É a síntese de várias de nós… Nas descobertas capilares, nos desejos internos, nos conflitos que nos fogem, nas escritas intrínsecas e no racismo sofrido cotidianamente. Update: Leia os outros livros da Chimamanda com destaque especial para Hibisco Roxo.

3. Guerreiras de natureza: mulher negra, religiosidade e ambiente – organizado por Elisa larkin Nascimento
Com textos de Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro, Beatriz Nascimento e muitos outros, Guerreiras faz uma costura primorosa entre ancestralidade, sagrado e mulher negra. recomendação para estudos e pra vida. É de mãe Beata de Yemonjá a frase: Gotas de água juntas se transformam em chuva.

4. Olhos D’água – Conceição Evaristo
Ler Conceição é quase como ouvi-la falando baixinho. Sabe vó quando penteava nossos cabelos, quando sentávamos no chão, entre suas pernas? É isso. Os contos são duros, violentos, potentes porém recheados de uma doçura e de uma delicadeza que só Conceição Evaristo tem. Prepare o seu coração.

5. Utopias de nós desenhadas a sós – Ana Luiza Pinheiro Flausina
Me apaixonei pela Ana Luiza ao ouvi-la em 2015 falando sobre a sua tese Corpo Negro Caído no Chão. Poder, eu não consigo pensar em outra palavra pra descrevê-la. As histórias de seu livro seguem essa mesma descrição… Potência, beleza e muita fúria. Apaixonante.

6. Quando me descobri negra – Bianca Santana
Bianca Santana é de uma delicadeza que me encantou quando a conheci, porém conheci muito mais dela ao lê-la… Quando me descobri negra é um misto de estórias, com histórias e partos, pois sabemos enquanto mulheres negras, que cada história de racismo vivida é como um dor que só sai a força. Micro-histórias com ilustrações incríveis de Mateus Velasco. É uma lindeza só.

7. O espírito da intimidade – Sobonfu Somé
Esse é um dos livros mais difíceis, mais caros, no sentido de afeto, que eu já indiquei, porque ele nos ensina sobre a forma dos Dagara (tribo do Continente Africano) de viver o relacionar-se, esse relacionar-se é com nós mesmas, com a nossa família, com os amigos, enfim, com a comunidade e a gente sabe o quanto é difícil se desvencilhar dos nossos maus hábitos.

8. Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil – Sueli Carneiro
Sueli Carneiro reúne neste livro uma série de artigo publicados no Correiro Brasiliense entre 1999 e 2010, mostra com dados e estatísticas como e por quais meios o racismo segue tentando nos exterminar dia após dia.

9. Entre o mundo e eu – Ta-Nehisi Coates
Um dos melhores livros que li. Ta-Nehisi Coates escreve para seu filho de 15 anos sobre como o racismo age de forma a atacar principalmente o corpo negro e as consequências de ser negro nos dias de hoje. Pungente e apaixonado, me deixou apavorada ao constatar que seja lá nos EUA ou aqui no Brasil, o nosso corpo é alvo. O tempo todo.

10. Se liga no som: as transformações do rap no brasil – Ricardo Teperman
Ah, o rap! Esse danado ❤. Essa indicação é pra ficar por dentro da cena do rap no brasil, como surgiu, quem foram seus expoentes, qual legado, quem tá na pista hoje e que caminhos o rap ainda vai trilhar. De Racionais a Dalasam. Esse livro é aula.

E vocês, quais livros indicam?

Master Of None ou Falando sobre Aziz Ansari

O ano era 2016, eu trampava numa grande rede de livrarias aqui do Rio e quando vi a capa daquele livro com um coração interligado de pontos rosas e azuis e cujo título era Romance Moderno, logo quis saber do que se tratava.

Relações em tempos de internet, mandar ou não aquela msg? Marcar naquele meme de indireta? Convidar pra sair pelo fb ou pelo WhatsApp? Pq ele (ela) demora tanto pra responder? Que inferno!!! Como se relacionar na era digital, quando as opções são muitas, porém uma pá de gente segue sozinha?

Numa mistura de humor com sociologia das relações, Aziz Ansari mandou muito bem e foi a minha deixa e desculpa – estudo antropológico – para entrar no Tinder, e não ficar lá por mais de 2 meses. Pela deusa, que saara estranho, as pessoas dão match e não interagem, começam uma conversa e não dão continuidade e ainda tem aquelas que nunca saem do bate papo, aff, 2 meses longos.

Logo depois que acabei de ler o livro, fui atrás dos 2 stand up comedy que o Aziz protagoniza na Netflix – Aziz Ansari Buried Alive e Aziz Ansari Live – e descobri que a minha grande dificuldade de rir com programas de comédia não acontecia com ele, as esquetes tem muito do livro em temas como: sms picantes, vida moderna, velhas questões em novas formas de se relacionar, entre tantos outros.

E chegamos a Master Of None.

A melhor série quando se fala em minorias.

Aziz Ansari é Dev Shah, um descendente de indianos que tenta a sorte em Nova York como ator, são duas temporadas de 10 episódios cada uma, sendo que cada episódio tem um mote diferente, deixando cada um muito especial e bastante único.

Algumas curiosidades sobre Master Of None:

1 – Os pais de Aziz, são os pais de Dev Shah e é bastante peculiar vê- los em cena, já que eles não eram atores, antes da série.

2 – A série dialoga de forma genial como é ser um jovem de 30 anos no mundo moderno.

3- Alguns episódios da segunda temporada tem inspiração forte no cinema italiano.

4- Imigração, relações étnicas, relacionamentos em apps, amizades e companheirismo, está tudo lá, em duas temporadas.

5 – Tratar de assuntos sérios como: ser um ator indiano e estar relegado a ser sempre o personagem indiano caricato nos trabalhos, a invisibilidade dos personagens comuns do dia dia, religião, lesbofobia entre tantos outros, com leveza, só nos mostra que é possível sim, falar sobre o que nos toca de forma humana e responsável.

6 – A primeira temporada demora a engatar, mas a segunda está esplêndida.

7 – Da segunda temporada, destaco dois episódios incríveis: o episódio 6 (New York, I love you) e o número 8 (Thanksgiving).

Dica: Leia o livro Romance Moderno, veja os 2 Stand up comedy e assista Master Of None.

Imagem: netflix

AUR, Atemporal. Episódio 1

Chegou o grande dia! Já está no ar o nosso primeiro podcast com a apresentação dos nossos artistas Tamy, Julio Rodrigues e Pedro Bonn. AUR, Atemporal é uma evolução dos sets quinzenais que apresentávamos desde o ano passado e essa primeira temporada terá quatro episódios onde os nossos apresentadores trocam ideias e experiencias sobre tudo o que cerca a cena musical que vivem e mostram músicas de qualidade que ultrapassam o tempo.

Nesse primeiro programa trouxemos referencias de R&B, MPB, Funk, Trap, Rap e Bass Music. Artistas como Jorja Smith, Maria Rita, Ruxell, Clube do Balanço, Erykah Badu e Beyoncé estão presentes. Todos os estilos conversam entre si e fazem o ouvinte viajar na onda sonora única da AUR,.

A capa é do nosso talentoso designer Schineider que montou todo o conceito visual desse projeto que é um marco na nossa trajetória.

Tá na rua! Curta, comente e compartilhe o nosso primeiro podcast!

soundcloud.com/aurmusic

Estréia o nosso primeiro podcast! “AUR, Atemporal”

Dia 13 de junho estréia o nosso primeiro podcast!

“AUR, Atemporal”

O programa será apresentado pelos nossos artistas DJ TAMY, DJ Julio Rodrigues e Pedro Bonn e terá como base as suas novas e antigas referências musicais. Foco na troca de ideias que refletem a nossa cena e nas músicas que ultrapassam o tempo.

Fiquem ligados no mais novo passo do nosso coletivo!

Informativo

É com muito orgulho que informamos que a nossa rainha DJ TAMY abrirá o show da Oshun no Rio de Janeiro dia 29/07! Além da nossa rainha, o evento contará também com o show da incrível Tássia Reis! Vitória pros nossos sempre! <3

Uma parceria entre Movimentar Produções e Verdura Produções!

link do evento: http://migre.me/wInnp