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Uma voz, um universo. Milton Nascimento

Existem muitos artistas geniais na música Brasileira. Dentre mentes brilhantes, compositores incríveis, cantores e cantoras sublimes, instrumentistas fantásticos, arranjadores geniais e mais inúmeras classificações de profissionais que compõem as engrenagens do nosso relógio analógico chamado de “MPB”, algumas pessoas possuem algo que parece vir de outro plano. Quando ouvimos algo que realmente nos toca profundamente, alimentamos nossa alma e temos a sensação de que estamos ficando fartos e satisfeitos, algo impossível de explicar totalmente com palavras.

Uma das vozes que mais me levam pra esse estado é a voz de Milton Nascimento. Não só a sua voz, mas também as suas composições, suas construções de melodia e harmonia e todo o universo que acontece quando a música dele está tocando. É uma reunião de qualidades que chamam atenção de gerações. Eu, pessoas mais velhas, mais novas, os mais importantes músicos e musicistas de Jazz de todo o mundo, críticos de música, pessoas que não entendem teoricamente de música, nomes da comunicação e por aí vai. Todos atentos a cada sentimento que será gerado a cada nota que ouvirem.

E falando no universo de Milton, o próprio está agora em turnê pelo Brasil e pelo mundo cantando músicas dos aclamados álbuns “Clube da Esquina” (1972) e “Clube da Esquina 2” (1978). Eu recomendo que você ouça esses dois álbuns, estão disponíveis online. Não vou contar aqui a história toda do Clube da Esquina, a internet já está cheia de informações, pesquisas e documentários (inclusive muito bons), sobre isso. Em uma pesquisada rápida você conhecerá mais sobre esse momento tão fantástico na história da música Brasileira.
Mas aqui cabe uma brevíssima introdução:

“O Clube da Esquina foi um movimento musical brasileiro surgido na década de 1960 em Belo Horizonte – Minas Gerais, onde jovens músicos começaram a se reunir. Seu som se fundia com as inovações trazidas pela Bossa Nova a elementos do jazz, do rock – principalmente os Beatles –, música folclórica dos negros mineiros com alguns recursos de música erudita e música hispânica. Nos anos 70, esses artistas tornaram-se referência de qualidade na MPB pelo alto nível de performance e disseminaram suas inovações e influência a diversos cantos do país e do mundo.”
(Fonte: Wikipedia)

 

Alguns desses jovens geniais eram: Milton Nascimento, e os irmãos Borges (Marilton, Márcio e Lô), Wagner Tiso, Flávio Venturini, Vermelho, Tavinho Moura, Toninho Horta, Beto Guedes e os letristas Fernando Brant, Ronaldo Bastos, Tavito, e Murilo Antunes, e outros nomes de grandes instrumentistas, interpretes foram se achegando e tornando o grupo ainda mais plural e maior. Cada um desses nomes, merece a sua atenção como ouvinte. Dão uma vida inteira de degustação musical.

Meu primeiro contato maior com a obra de Milton, foi quando eu ouvi a música “Fé cega, faca amolada”, do álbum “Minas” (1975), essa música que é um rock piscodélico misturado a vários outros elementos, me chamou a atenção e me fez querer entrar no mar profundo que é a obra do Milton. Na verdade, pra quem está em contato com a arte é interessante ouvir as referências das suas referências. E foi dessa maneira que conheci pessoas que são pilares fundamentais da música.

Essa matéria breve é um convite pra você se alimentar e conhecer mais (Se ainda não conhece) da obra do Milton. Se permita sentir as mensagens e sensações da maneira mais simples possível. A internet nos permite ouvir discos fantásticos, mesmo sem tê-los fisicamente. Depois de ler essa matéria,te convido pra ouvir 12 músicas do Milton que me chamam muita atenção (Acaso você ainda não tenha ouvido). Cada uma com sua característica:

*”Tudo o que você podia ser”.
*”Travessia.
*Ponta de Areia.
*Fé cega, faca amolada.
*”Milagre dos peixes.
*Para Lennon e McCartney.
*Clube da Esquina N°2.
*Cravo e Canela.
*Os escravos de Jó.
*Canção do Sal.
*Vera Cruz
*Bicho Homem

Se curtir, procure saber mais, vá aos shows se puder. Fará um bem para os seus ouvidos e alma.

 

EVEHIVE em mais um set pesado | MEBATUQUE

 

EVEHIVE sempre se supera. DJ do nosso coletivo e hoje morando em São Paulo, Eve mostra em um set muito pesado as suas novas pesquisas de música underground.

“Mebatuque” remete a ondas sonoras africanas muito dançantes, totalmente direcionadas ao groove e gera sentimentos únicos.

Confira agora!

“MEBATUQUE” de EVEHIVE

 

 

O legado do faraó | AUR, Cover Show

Tudo o que é visualizado com otimismo, planejado com cuidado e executado com coragem possui grandiosas chances de dar certo. Venho acreditando nisso com o passar dos anos e o tempo vem mostrando que fica quem persiste e quer mais do que a maioria. Os show que o Baile do Faraó deu no sábado passado prova isso.

Conheço o MSE há uns 4 anos. Me recordo que conheci o trabalho do produtor Sango ouvindo uma mixtape dele no soundcloud. Tocamos juntos varias vezes e desde a primeira vez mantivemos uma relação muito verdadeira, como acredito que seja a maioria das relações do cara. Gabriel dos Anjos, o MSE, é um dos caras mais queridos da cena do rap da nossa cidade. Sorri, brinca e passa uma leveza num meio onde o hype é fazer um carão pras fotos e ostentar o que as vezes não existe. Isso faz com que a sua imagem inspire uma confiança única e crie laços verdadeiros com os que andam ao seu lado.

@louquera

Nessa correria artística, MSE reparou que, pra ser alguém na carreira e não deixar a chama apagar, ele deveria ser mais do que um simples DJ. Visão que pode parecer óbvia mas que poucos possuem. Ele percebeu que se ele não atuasse em outros segmentos na cena, sua carreira ficaria sempre naquela média de cache entre R$300,00 e R$ 500,00, quando o contratante pagava. Essa incerteza da nossa carreira, junto com uma cena que não ajuda e não vira de fato para DJs de rap, faz com que sejamos empreendedores do nosso futuro, concentrando os nossos esforços em ampliar as nossas chances de fazer o game acontecer.

Há mais ou menos 1 ano e meio atrás, encontrei o MSE no ganjah e ele me abriu esse papo. “Mano, ser só DJ não dá. A gente precisa ter o nosso baile e fazer o nosso corre do nosso jeito. Quero pegar essa grana que os grandes produtores pegam.”. Tava ali montada a visão do que seria um dos bailes mais respeitados da cidade atualmente. Depois de algumas edições que passaram pelo viaduto de madureira, o Baile do Faraó chegou ao seu ápice invadindo um dos espaços mais democráticos e difíceis de se virar uma festa, o Hub. Difícil pelo simples fato do lugar ser enorme. Devem caber tranquilo por ali umas 3 mil pessoas e não é nada fácil movimentar essa galera toda pra qualquer baile na cidade. Nessa última edição, MSE trouxe simplesmente os dois maiores expoentes do rap em suas respectivas gerações, e um peso pesado do Funk 150 bpm. Mano Brown e BK’ são de fato os maiores representantes do público negro das suas gerações e suas músicas transcendem o real poder do rap e FP do trem bala é uma das maiores referências do 150 bpm, tendo seus podcasts e videocasts explodidos por todo país.

@louquera

“Eu acho que as mulheres negras entenderam que esse lugar de competição ele só atrasa. que é o lugar onde o machismo e a cultura coloca a gente. então assim, a gente sempre conversa quando estamos juntas. é tão bom a gente estar juntas, falar sobre coisas. nossa angústia, solidão da mulher negra, mas o quanto a gente é foda. pra mim é super importante ter essas mulheres do meu lado” – Lellezinha

Fazer qualquer evento duas semanas antes do carnaval, na cidade do Rio de Janeiro, não é uma tarefa fácil. Várias outras festas 0800 na pista, blocos ao redor da cidade e um calor pesado que deixa a vida de qualquer pessoa mais difícil. Mesmo assim, tudo correu bem. A DJ Afrolai abriu a pista e chamou a rapper Ainá para fazer uma participação bem foda no seu set. Lellezinha chegou mais cedo justamente para ver sua amiga Ainá no palco. Para ela, é importantíssimo mulheres negras se ajudarem nesse tipo de momento.

O DJ Knines fez um set muito preciso e variado. Mas é aquela variação que faz sentido, não uma farofada que não deixa ninguém entender as camadas e recortes de um set. Fez uma variação bonita entre trap, boombap, música brasileira e trap funk. Deu muito certo e manteve a galera, que ainda tava chegando, num bom clima. Minha grata surpresa da noite foi o set da DJ Pauly, que eu ainda não tinha ouvido tocar. O set foi extremamente bem mixado e muito pesado, trazendo camadas muito bem posicionadas de trap, sua vertente principal. O set foi dinâmico e não deixava uma track ter mais que dois refrões. Isso dá uma velocidade na pista e mantém a galera acelerada. o B7DJs subiram ao palco e tocaram varias “rares” que sempre deram a identidade dos seus sets.

@louquera

“Eu vejo uma evolução dentro da cultura urbana e um novo olhar pro mundo pra gente estar cada vez mais antenados e se posicionando como pessoas que vem da cultura urbana e estar levando esse game a frente pra gente estar cada vez mais crescendo.” – Thiago de Jesus

O baile tava extremamente organizado. Os horários do line foram muito bem respeitados. Houveram poquíssimos atrasos, que foram por pura e simplesmente troca de equipamentos. Coisa normal em qualquer grande evento. Não vi filas nos bares e dificuldade pro público comprar suas bebidas. Os preços geraram discussões, mas não estavam tão diferentes de outros grandes eventos que acontecem no Rio.

BK’ subiu no palco com muita expectativa. Muitos que estavam ali, não tinham tido a oportunidade de ver o seu show de lançamento do álbum “Gigantes” no circo voador. Infelizmente, o show do Baile do Faraó não foi com banda, mas a energia imposta por ele, JXNVS nas dobras e o DJ Ellif mantiveram a galera firme e quente o show todo. A mesma tática que foi utilizada na abertura do show do circo – um áudio do Mano Brown, na abertura do show, elogiando a sonoridade do álbum – deu certo novamente e essa abertura deve ser utilizada ao longo dos shows do rapper pelo país a fora. O set list tá misturando perfeitamente os dois álbuns do BK’ e suas outras participações em outros projetos paralelos. Bril subiu ao palco para cantar as músicas do nectar e a galera abriu a clássica roda.

@louquera

Enquanto o show do BK’ ia caminhando ao seu final, Mano Brown já se preparava no backstage para a sua entrada no palco. O show Brown iria ser logo após o do rapper carioca e rolou uma suspeita de participação. Não rolou o feat, mas um abraço histórico rolou no pós show. Assim que BK’ desceu do palco, os dois se encontraram e o rapper que havia acabado de fazer um show incrível passou o bastão para o maior artista desse país. Brown monta uma entrada muito teatral, usando dois grandes dançarinos para esquentar a galera e trazer ao palco um elemento esquecido dentro da cultura hip hop, a dança.

O palco fica todo vermelho e Brown começa a dar alguns papos retos no microfone antes de rimar o refrão de “Mil faces de um homem leal”, single que narra a história do guerrilheiro Marighella. O show foi rolando e inúmeros clássicos dos Racionais foram cantados. “Jesus chorou”, “Capítulo 4, versículo 3”, “Preto zica” foram os ápices mantendo o show bem quente. Em um certo momento, Brown pede que o seu DJ solte uma música do Marvin Gaye para que ele possa descansar e retomar o show. Ele recupera o folego retoma as rédias da galera.

A galera é um caso a parte. Sempre acho que o público do Rio é morno e muito difícil de ser conquistado. Temos que reparar a dificuldade de juntar um público realmente consumidor de música, não utilizando ela como mais um fator interessante numa night, dividindo atenção com as cervas, os beques e os flertes. É cada vez mais difícil capturar a atenção do público e até pro consagrado Mano Brown essa tarefa foi árdua. A galera, principalmente do backstage, não deu a atenção merecida ao show do Brown, preferindo ficar numa resenha atrás do palco e cantando os trechos das músicas mais famosas. Não viram, por exemplo, o momento que os dançarinos de Brown abriram um mapa no centro do palco e os quatro artistas encenaram “Eu sou 157 ” ao vivo, fazendo uma interação e ilustração da letra do clássico ali no palco.

@louquera

“Meu rap nunca foi desprendido do entorno, ele sempre foi muito envolvido e muito compromissado com o entorno. Com a ideia maior que é a evolução do nosso povo, Já que eu disse naquela hora que o rap é o instrumento do negro e de luta do negro. E tem q ser usado bem. Tem que usar. Pra ganhar dinheiro e gerar emprego. Fazer o dinheiro negro girar e tirar os nossos irmãos do anonimato e da reta da arma, morô? Da injustiça e da covardia das madrugadas. Tem que ser um elo da corrente pra trazer sempre mais um, essa é a nossa maior missão. sempre trazer mais um, entende? o seu trabalho e o meu, a gente se completa. somos um corpo só.” – Mano Brown

Mano Brown foi ovacionado quando saiu do palco. Fizemos uma entrevista com ele que, não é exagero dizer, mudou as nossas vidas. Logo após, FP do Trem Bala assumiu a pista e fez um show muito avançado, como era de se esperar. Vários efeitos pirotécnicos e a presença de um dos DJs mais animados do funk. Turbininha assumiu após dele e tinha a difícil missão de manter a pista acesa, sem tocar alguns hits que FP já havia tocado. Ela conseguiu fazer bem a missão e o céu já amanhecia quando MSE entrou no palco para conseguir exercer a sua função principal, que é ser DJ.

@louquera

MSE, Thiago Diaz e todo o bloco 7 deixam um legado de faça por você mesmo, levando essa expressão ao extremo. Usam dos contatos, das suas correrias e das suas possibilidades para realizar o que parecia impossível. O legado é esse.

 

 

Agradecimentos especiais:

Kaire Jorge, por ter viabilizado a entrevista com o Brown.

Ao Baile do Faraó.

A coroação de quem acreditou | BK’ no Circo Voador

Histórico. O que vimos no circo voador naquela sexta feira foi realmente impactante. Pra quem gosta de assistir espetáculos sonoros, BK’ e sua banda realizaram um feito que era de alto risco, mas que foi muito bem executado

 

“Esse tipo de arte que a gente faz, eu acho que ela é mais duradoura do que um hit de verão. Acho que isso é pra quem realmente acredita nisso, pra quem gosta de conteúdo. O que essa rapaziada ta fazendo agora, é uma coisa realmente duradoura. Mais do que tomar de assalto a cena, acredito que a gente vá ter uma cena rica e eles vão contribuir muito para a música brasileira.” – Marcelo D2

O show começou de forma bem impactante.  Logo após o lançamento do álbum, Mano Brown mandou um áudio para BK’ elogiando o disco. Entre outras coisas, Brown dizia que ficou muito feliz pelas ideias passadas e, principalmente, pela sonoridade que tirava o artista da zona de conforto. BK’ e sua banda tiveram a genial ideia de utilizar esse áudio como abertura do show. A galera veio ao delírio e ficou aquecida para o inicio. “Novo Poder”, com seu beat enérgico, foi a melhor escolha para abrir o espetáculo, vindo acompanhada de “O próximo nascer do Sol”

A alquimia entre os álbuns “Gigantes” e “Castelos e Ruínas” foi muito bem pensada e executada para o show. As presenças de Juyê e JXNV$ nas dobras trouxeram calma e euforia para BK’ respectivamente. Enfrentar um circo lotado não é pra qualquer um e a ajuda deles e de sua banda deram a ele a confiança e segurança necessárias para seguir em frente.

 

“Mano e o mlk é isso, ele é um monstro. É um dos melhores liricistas do Brasil, que tem um flow diferenciado que é dele, bagulho característico. E o disco foi isso. Ele é um mlk que tem muita influencia musical e no disco ele botou um peso maior nas bases, tem uma produção muito maior que qualquer trabalho dele. É a coroação de um trabalho, no circo e na nossa área. – Sain

A correria e o risco em se montar uma banda para o lançamento da turnê, foi todo assumido por BK’ e sua equipe. Correria pelo tempo que tinham para montar o show (menos de duas semanas). E risco por escolher essa virada de jogo no lançamento do seu disco na sua cidade. O rolê de montar uma banda, principalmente de qualidade, é muito mais complicado do que qualquer pessoa possa imaginar e BK’ sentiu que aquele era o momento. Numa conversa informal com o cara que viria a ser o diretor musical do show, Theo Zagrae, BK’ lançou a ideia e Theo logo comprou a parada. Em menos de duas semanas eles se enfurnaram no estúdio, juntaram os melhores músicos que tinham em mente (Magno Brito no baixo, Pedro Malcher nos teclados, El Lif nos scratches, Juyê e JXNVS  nos vocais) e montaram um show coeso e direto, que foi dividido em 5 atos, como se fosse uma peça de teatro.

 

Os interlúdios de “Castelos e Ruinas” foram bem utilizados para mostrar ao público que uma outra onda sonora iria se iniciar. BK’ já impressionava os fãs em seus shows com o DJ El Lif virando as bases e JXNV$ fazendo as dobras. Nessa performances com banda  – que teve a honestidade e sagacidade em manter a mesma sonoridade ouvida nos álbuns – o resultado foi impulsionado para outros lugares, educando o seu público a querer ouvir rappers se apresentando naquele formato.

 

 

“Acho que é o momento de tomar o que é nosso. Sempre foi nosso na realidade mas por um tempo nos foi tomado. Acho que estamos num momento lindo, dá pra bater no peito e de fato falar pretos no topo. Essa é a parte mais gratificante. Acredito que o que eu falo e o que o BK’ fala pessoas brancas podem ter empatia e gostar. Mas entender de fato e sentir na pele, só gente preta.” – Baco Exu do Blues

 

As participações foram os pontos altos do show. O lendário saxofonista Léo Gandelman foi o primeiro a subir no palco com o seu saxofone no pescoço e um na mão para dar de presente a BK’, que ficou visivelmente emocionado com aquilo. Quando a banda soltou a intro de “Vivos”, BK’ cantou uma parte de “Me desculpa JAY Z” preparando com classe a entrada de Baco. Marcelo D2 e Sain colaram para cantar “Falam” e juntos deram um abraço gigantesco em BK. Drik Barbosa subiu e a mulherada preta presente a recebeu com muitos aplausos. Junto com Akira e fizeram o remix de “Correria”.

 

O ultimo ato do show foi muito bem pensado. Com a confiança de que o público iria pedir Bis, BK’ volta ao palco com todos os integrantes da Piramide Perdida  subiram ao palco e cantaram todos os hits da banca. “Mec Life”, “Top Boys”, “$$$$$$$”, deram ao público a antiga formação de show do artista com o palco cheio de amigos e El Lif virando as bases. Sacada inteligente pra não fazer essa mudança de carreira de forma brusca. O clássico “KGL” abriu uma das maiores rodas que o Circo já viu, com a formação original do Néctar Gang.

 

No pós show, BK’ estava aéreo. Ainda processando tudo de mágico que tinha acontecido naquela noite. Até pouquíssimo tempo atrás, estávamos trabalhando na mesma festa juntos. Eu como DJ e ele como MC. Antes de “Castelos e Ruínas”, antes de AUR, ou de qualquer outro projeto mais ou menos realizado. Tudo era vontade, sonho e desejo de execução e realização. Ver o meu rapper favorito sendo coroado na casa mais foda da cidade é um triunfo enorme pra quem quer viver de arte. A inspiração que aquele show passou para quem estava por lá foi real e é isso que a gente precisa. Pessoas talentosas parecidas com nós, colocando a gente pra cima.

“O mesmo conselho que o BK de 2013 deu pra ele mesmo. Não desiste mano. É tudo ou nada mas de uma forma que não pareça que se você não conseguiu de uma vez, você não vai conseguir nunca. E isso não é real. É você insistir e sempre ver aonde você erra. Em “Castelos e Ruínas” eu vi onde eu errei e tentei melhorar, em “Gigantes” eu já sei onde eu errei e vou tentar melhorar no próximo álbum. É um papo meio cliche mas é um papo reto, é acreditar e botar a cara.” – BK’

 

Entrevista: Pedro Bonn

Fotos: Lucas Sá

Agradecimentos a Namoral Produções e ao  Circo Voador

Todas as nossas formas de expressão. AUR, Arte

 

Processo criativo envolve inúmeros sentimentos. Dores, amores, perdas, revoltas. Cada artista se inspira nas suas vivências para doar ao mundo o seu melhor. A sua arte. AUR, Arte é o mais novo programa do coletivo AUR, que tem o intuito de entender o que de mais fascinante existe em cada artista e mostrar ao público o seu processo criativo sendo executado naquele exato instante. Ilustradores, grafiteiros, desenhistas, designers e todos os tipos de fazedores de imagem passarão por aqui.

Jota Carneiro é uma artista plástica carioca de 28 anos, que aborda especialmente o erotismo em suas obras. Suas ilustrações focam na valorização feminina, brincando com surrealismo e um convite pela busca do prazer. Traz em suas artes a liberdade de uma mulher possível que trata todos os assuntos inerentes a ela com total atitude e personalidade.

Jota é a primeira convidada para a nossa estréia.

Ficha Técnica: Direção: Lucas Sá e Diego Padilha

Artista: Jota Carneiro (@jotacarneiro)

Captação de Imagem: Alexandre Marcondes, Diego Padilha e Lucas Sá

Edição e finalização: Lucas Sá

Participação: Carol Rocha e Wilmore Oliveira

Trilha: Bruk Vol. 3

Foto Lucas Sá – Jota

“O Baile Sempre Segue” é o mantra do novo trabalho de Nyl MC

O flow da vida através de ritmo e poesia.

Com referências que vão do Samba ao Indie Rock, aliando a estética dos anos 90,  Nyl MC lança seu novo trabalho “O Baile Sempre Segue”. Sob o instrumental de “Doomsday” clássico do rap underground de MF Doom, Nyl que é cria de Irajá, Zona Norte do Rio de Janeiro, versa sobre seguir a vida, ou seguir o baile, apesar dos obstáculos.

Gravada no Estúdio Modrá, com produção, mixagem, masterização de DJ Row G e distribuição pelo selo #NovaBlack a música traz o ar do rap carioca dos anos 90 e uma diversidade de referências, a começar pelo título: parafraseando “a vida sempre segue”, verso da música Nice Try, da banda indie Musa Híbrida.

Na parte visual a produtora BERRO. assina mais uma vez, trazendo agora um vídeo art “A ideia aqui é juntar diversas referências em uma vibe do rap carioca dos anos 90 para falar sobre transições. E acho ela ideal para abrir os lançamentos desse ano, com uma narrativa diferente dos últimos trabalhos: Afronta e Reparação do Olola Fa” afirma Nyl.

Como um bom MC, seguindo na vida.

Nyl sem dúvida está em constante movimento na cena alternativa do Rio de Janeiro. Há 10 anos em atividade, inserido na cultura Hip Hop, leva suas rimas para as rodas de samba do grupo Kebajê ou para os shows de hardcore da banda Bala N’agulha, abrindo diálogo com diversas manifestações culturais.

Atuando em outras frentes para difundir o Hip Hop e a cultura negra em geral, atualmente é um dos organizadores do festival Leopoldina Hip Hop, que acontece na Arena Carioca Dicró (Penha Circular) e está nos preparativos de lançar o canal caiXa pReta onde vai falar sobre produções negras na cultura pop, ao lado do produtor cultural e pesquisador Samuel Lima.

Produzindo seu novo disco e participando de outros projetos musicais, Nyl segue o seu baile, escrevendo sua história e verbalizando a essência das ruas.

 

“Quanto mais eu faço, melhor eu fico”

O ato da escrita sempre foi um prazer pra mim. Depois que a AUR, se tornou de fato um canal de comunicação com um site forte e redes sociais, eu me dediquei mais a isso e comecei a melhorar de fato naquilo que eu sempre gostei. Escrevi bons textos, comecei a ler mais e a melhorar as minhas técnicas de escrita. Daqui a pouco eu volto nesse assunto.

Quinta feira passada rolou o show de um dos caras que eu mais escutei de 2 anos pra cá.

Thundercat.
Baixista, cantor, compositor e um dos artistas mais versáteis e com personalidade que apareceram de uns tempos pra cá. De uns tempos pra cá, deixa uma margem que ele só brotou pra um público maior a pouco tempo, acho que errei. Com 16 anos se tornou baixista da respeitada banda de punk rock “Suicidal Tendences”, produziu nomes como Erykah Badu, Flying Lotus e Kendrick Lamar, e lançou dois aclamados discos: “Apocalypse” e o último “Drunk”. Um passeio entre inúmeros estilos musicais, mantendo sempre a sua personalidade forte como músico e como artista.

Francisco Costa – IHateFlash

O show.
Por sermos originalmente uma marca que tem a música como principal veículo de comunicação, mandei um e-mail pro Circo Voador e pra produtora do show do cara pedindo uma entrevista. Já tava bem desacreditado num possível papo com o cara – Um dos maiores baixistas/cantores do mundo vai falar comigo? – e só consegui as credenciais pro show muito em cima da hora.

Chegando no circo, encontro Paulo – O assessor de imprensa do show – me diz que de repente rolaria a entrevista. Eu gelei na hora. Fui totalmente desarmado pra aquilo. Passei o show inteiro bolando as perguntas na minha mente, de uma entrevista que ainda não acreditava que fosse rolar.

O show foi muito mais incrível do que eu imaginava. A abertura foi do DJ que nunca erra, Daniel Tamenpi. Ele sempre sabe o que tocar e como assumir a responsa de abrir grandes shows internacionais. Uma entrada simples marcou o início do show. O PA do circo tava muito pesado e colocava em sinergia os teclados de Dennis Hamm, a bateria de Justin Brown e o baixo e a voz de Thundercat. Cenário muito simples, mas com uma iluminação muito boa, que dava o verdadeiro protagonismo que os 3 mereciam. Eles emendaram, já na segunda música, “Uh Uh”, que é um som instrumental do álbum “Drunk” e isso me deixou particularmente surpreso. Eles alongaram a track, parecendo que estavam fazendo uma simples jam sessions, tamanho o entrosamento entre os 3. E fazer isso já no segundo som de um show, é de se surpreender. “Lava Lamp” me deixou emocionado ouvindo ao vivo, pela sinceridade da letra e como ela foi perfomada. O som que eu mais gosto “Lone Wolf and Cub” foi tocado e me surpreendeu bastante pois é uma track que é pouco conhecida entre os fãs. Uma parceria incrível entre ele e Flying Lotus com um forte swing e soul. “Jethro”, a minha preferida do “Drunk” deu um balanço muito foda na pista e o salve que ele deu pro Kendrick em “These Walls” (Vencedora do Grammy de melhor colaboração na categoria Rap em 2017) e “Complexion” me deixaram sem palavras.

O amor dele pela cultura asiática foi muito bem explicado por ele mesmo em “Tokyo”, quando ele praticamente declamou o segundo verso da música em que explica a primeira vez que foi a cidade quando tinha 18 anos, e em “Friend Zone” em que ele ratifica a paixão maluca por games e desenhos japoneses, especialmente “Dragon Ball Z”. Para se ter uma noção, o vilão mais icônico do desenho (Freeza) tava perfeitamente desenhado em seu All Star vermelho. A última música do BIS, pedido incessantemente pelo público, foi “Them Changes” que deixou a pista quente pro Tamenpi voltar e finalizar a noite. Foi o melhor show que vi nos últimos meses, desde Snarky Puppy também no circo.

Francisco Costa – IHateFlash

O momento.
Antes do show Paulo havia me dito para, depois do show, ficar naquele fosse do Circo ao lado dos banheiros, onde os artistas geralmente vão falar com os fãs após os shows. Fiquei lá e encontrei meu amigo DJ Tucho com o Disco de “Drunk” para um possível autógrafo. Paulo aparece e chama eu e o fotógrafo Francisco Costa do Ihateflash para subir ao camarim. Na minha cabeça veio um “FUDEU” gigante e tinha certeza que iria tremer na frente do cara.

No camarim, vejo um Thundercat deitado no sofá, descalço e tranquilão vendo o seu celular. Aquilo já me deixou muito mais tranquilo. Francisco começou a fazer as fotos e ele super solícito não viu problemas em ser fotografado deitadão tranquilão daquele jeito. Dalí eu já comecei a trocar uma ideia com ele.

Francisco Costa – IHateFlash

Começo elogiando a sua personalidade ao se vestir, ele fica amarradão e eu já me tranquilizo mais. A primeira pergunta foi sobre a importância de rappers como Kendrick Lamar e J. Cole pelos assuntos abordados por eles em momentos complicados para os negros ao redor do mundo.

“É importantíssimo termos vozes como as deles em momentos que acontecem as piores situações na américa e que ainda são justificadas. Eu sinto que não é somente sobre as pessoas pretas. É sim a nossa história mas pessoas como J. Cole e Kendrick fazem qualquer um sentir, ouvir e entender o que está sendo dito e isso é o mais importante. Caras como Kendrick são muito especiais pois são diferentes.”

Pergunto sobre um dos meus ídolos e digo que na minha opinião devemos demonstrar amor e carinho pra ele num momento difícil que está passando. Sobre Kanye:

“Pra ser muito honesto mano, ele precisa crescer. Quando você se torna extremamente famoso sua mente pode pirar. É muito do que eu penso. Sua nova família, seus novos pensamentos são estranhos pra quem ouviu “Graduation” incessantemente.”

A última pergunta foi a que fez sentido no título do texto e me deu mais um aprendizado. Thundercat é notoriamente um gênio como instrumentista e isso é demonstrado sempre nos seus discos e no seu show. Não necessariamente, ele é um aventureiro como cantor. Muito pelo contrário. Sua forma de cantar deixa essa identidade que eu citei milhares de vezes nesse texto, ainda mais evidente. Pergunto a ele quando que ele se deu conta que também era um grande cantor:

“Eu não sei mano. Eu me sinto bem quando eu canto, nunca é fácil pois são duas diferentes situações. Mas eu acho que quanto mais eu faço, melhor eu fico. Não tem outro jeito a não ser fazer. É não ter medo, ir e fazer.”

Essa foi a grande lição da noite. É chegar, acreditar e fazer. Foi assim que aconteceu essa entrevista, assim que conheci um grande cara que já era fã e assim que volto a escrever por aqui. E assim que Thundercat se destaca cada vez mais como músico e como artista. Fazendo, repetindo, refazendo e simplesmente acreditando. É por isso que estamos aqui.

Agradecimentos
Circo Voador
Dell’Arte Soluções Culturais

A Jornada – O Filme

A Jornada é a parte visual do Álbum Trilogia do Amor – Parte 1 do músico e pianista Jonathan Ferr e se baseia na canção “Luv is the way”.

O curta – clip afrofuturista conta a história de ONA, um jovem negro que encontra em AYE, o amor e o sentido de sua existência. A Jornada de ONA está ameaçada por ALAISAN, cujo olhar é a própria manifestação da maldade. O curta se passa em eras diferentes, apresentando uma África mítica e imaginária que ora é passado e futuro, ora é sonho e realidade, abençoada pela Rainha de IYA.

O curta – clip possui questões que permeiam o nosso tempo, é a junção de passado e presente desenhando possibilidades de futuro outros que não somente aqueles imaginados para nós, mais sim imaginado por nós.

Li uma frase uma vez da qual não recordo a autoria, mas cabe muito para a proposta que A Jornada se propõe: “Você não pode imaginar o que não conhece” e conhecer outras possibilidades de ser e estar presente no mundo, enquanto corpos negros, nos permite agarrar toda a potencialidade que nos cabe, contar as nossas histórias, exibir as nossas narrativas e sermos protagonistas daquilo que até bem pouco tempo, eram os outros que contavam por nós.

O filme estreia no Rio de Janeiro, dia 03 de abril no Cinema Nosso, Lapa.

Segue a ficha técnica completa:
ELENCO
Bruno Silva
William Tolbert B.
Ana Paula Patrocinio
Isa Oliveira
Rubens Barbot

Direção: Jonathan Ferr
Roteiro: Quesia Pacheco
Direção de produção: Erika Candido
Assistente de produção : Leandro Vieira
Produção Executiva : Jonathan Ferr/ Tânia Artur / Neon Entretenimento
 
1 º Assistente de Direção : Erika Candido
2 º Assistente de Direção : Beny Cazim
Figurino: Marah Silva
Produção de figurino : Quesia Pacheco
Direção de Fotografia/ Câmera: Luis Gomes
Assistente de Câmera/Fotografia: Flávio Cabral
 
Direção de Arte: Quesia Pacheco
Assistente de arte e Figurino: Victor Cantuaria
Direção de arte na locação Terreiro Contemporâneo : Gatto Larsen e Rubens Barbot
Pintura corporal : Rphel Cruz
Maquiagem : Isabelle Freitas
Still / Making of : Victor Hugo
Motoristas – Alex Sanots / Paulo Jorge
 
Edição – Beny Cazim / Cazim Filmes
Pós Produção : Cazim Filmes/ Neon Entretenimento
Colorista : Marcos Reis
Designer gráfico/Logo/ Artes gráficas : Jesus Paixão
Diretora de comunicação: Karina Vieira
 
MÚSICA
“Luv is the Way ” by Ferr
Piano/Rhodes/Synths : Jonathan Ferr
Talk Box : Donatinho
Voz: Alma Thomas
baixo: Facundo Estefanell
Bateria: Caio Oica
Engenheiro de gravação/ Mixagem: Vini Machado
 
Gravado no studios:
Estúdio 496 Santa Teresa
Synth Love
 
“Why are you crying?” by Ferr
Piano e arranjos de cordas: Jonathan Ferr
Voz : Mariana Milani
Engenheiro de gravação/ Mixagem: Vini Machado
 
Produção musical : Jonathan Ferr e Vini Machado

Lá Dó Si Lar – Maíra Freitas

Quando a música está em casa: Lá Dó Si Lar estréia segunda temporada.

A web série musical apresentada pela cantora e pianista Maíra Freitas passeia por diferentes estilos musicais.

“Reunir amigos e fazer um ‘bem bolado'”, essa é a partitura da série musical Lá Dó Si Lar, um programa totalmente original lançado semanalmente no youtube. A cada semana um artista é convidado a passar uma tarde bem a vontade na casa de Maíra Freitas.

A segunda temporada da série traz um belo acorde com os cantores Alanito Sonhador, Alberto Salgado, Jonas Sá, Josyara, Nilze Carvalho, Simone Mazzer, além da poeta Letícia Brito.

Misturando o clássico, o regional, o samba e o alternativo de maneira única.

“A ideia do programa surgiu a partir de uma gravação que fizemos com o Wilson das Neves, que eu admirava tanto. Nós curtimos tanto trazer esse ícone para ‘dentro de casa’ que resolvemos abrir o nosso ‘lar doce lar’ e convidar o público para curtir essas versões inéditas”, conta Maíra Freitas.

“A concepção do programa é feita com canções autorais, entre novos e consagrados artistas da música brasileira. A Maíra faz a curadoria dos artistas e eles escolhem três composições suas, e nós fazemos os arranjos trazendo versões inéditas, das originais”, completa Julio Alecrim, diretor musical do programa.

Os noves episódios foram filmado no aconchego da casa da Maíra, que fica no Alto da boa Vista, entre um café e um bolo despretensiosamente tirando um som. “A nossa casa fica um caos, delicioso, porque recebemos a cada temporada nove artistas e inúmeros músicos, mas tudo é feito com muito amor
e prazer. A ideia do Lá Dó Si Lar era ser um programa semanal, mas como todo projeto independente, a verba é sempre um problema, por isso gravamos cada temporada em quatro dias corridos”, diz Mario Rocha, diretor geral do programa.

“Durante a primeira temporada, nós abrimos as portas da nossa casa para nomes como Hamilton de Holanda, Julia Bosco, Pedro Luis, Áurea Martins, Vidal Assis, Matheus VK, Jessica Passos, Moreno Veloso e João Cavalcanti”, conta Maíra.

O programa Lá Dó Si Lar é produzido pela Danada Produções e Arquitetura Musical e vai ao ar no Youtube às terças e quintas.

Vem dançar com a Elis

Ela ganhou o país aos 4 anos quando disse que o seu “cabelo não era piluca”. Desde então Elis Mc, dançarina e cantora de 6 anos, continuou na cena e produziu muita coisa boa. Uma delas é o single Vem dançar com a Elis, de autoria do músico e coreógrafo Luis Marques.

O título da música saiu do evento que Elis comanda desde 2017 com edições no Rio de Janeiro e São Paulo. A intenção do evento é levar dança para todas as crianças e suas famílias.

O evento serviu de grande inspiração e assim nascia o single. No beat da música, temos referência do funk melody dos anos 90 e um toque de atualidade na pegada do passinho carioca.

Uma música tão simples e tão forte ao mesmo tempo que precisava de um clipe a altura. Foram 30 dias de pesquisa e muita parceria para a realização desse projeto.

Referências da história negra construíram a cena e a leveza e alegria das crianças deram a energia para o clipe. Todo mundo foi convocado e a gravação aconteceu no Parque Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Foram mais de 40 crianças que participaram da gravação que durou 9 horas.

O lançamento aconteceu semana passada no canal Elis Mc.

A produção final é da 44Meia Produções e o single já está disponível nas principais plataformas.

O Vem dançar com a Elis é um levante infantil a favor da beleza natural.

A música e o clipe são para todas e todos. É um ode à liberdade e a felicidade.