Todas as matérias referente a opiniões

KL JAY e Baco Exu do Blues

Como assim KL JAY tem um canal no youtube e eu não sabia disso? É a pergunta que me fiz assim que descobri essa preciosidade.

Qual não foi maior ainda a minha surpresa quando vi o convidado do episódio 06 – Estamos Vivos – que foi ao ar dia 02 de janeiro: Baco Exu do Blues falando um pouco das suas inspirações e de como tomou de assalto a cena de rap nacional que como sabemos é beeeeeeemmm centralizada no Sudeste, fazendo com que muitas vezes esqueçamos que existem cantores de rap incríveis em outros estados.

Sem mais delongas, se liguem na entrevista e tem palhinha de um outro Rapper foda:

E KLJAY está muito além da música e do rap e tem muito mais a nos oferecer e ensinar…

O Cara é vegetariano há mais de 25 anos, extremamente espiritualizado e ligado nas energias e fato de ter uma alimentação mais regrada e livre de carnes animais foi primordial pra ele se juntar a Öus e lançar Maestro, o tênis que leva a sua assinatura.

“Os caras – da Öus – são de Curitiba e tal, são brasileiros, e estão com essa marca aí. Gostei do formato do tênis e comecei a comprar algumas peças, mas o número de peças que eu comprava era muito limitado porque muitos tênis tinham couro e eu não uso roupas assim. Comecei a usar camisa, moletom, e aí acho que o Parteum, que tem colaboração com eles, deu um toque: “O KL Jay usa nossas roupas, o que vocês acham de chamá-lo?” Comecei a usar a roupa porque eu gostei, não para chamar atenção nem nada, e aí eles me convidaram para a colaboração”.

Leia a entrevista completa que ele deu pra Rolling Stone aqui.

E assista a uma entrevista que ele discorre mais sobre a espiritualidade e as energias e a forma como elas nos afetam:

Escritas Pretas

Volta e meia eu acabo falando sobre um assunto dentro da moda que eu amo a beça: revista, seja aqui ou pelas conversas offline. E parei pra perceber que – infelizmente- quando o assunto é esse, sempre tende a ir para o lado da problematização (falo um pouco disso aqui). Mas hoje, vamos falar de prosperidade, vamos comemorar!

Se quando vemos alguns pretos numa capa, campanha publicitária ou sendo entrevistados em matéria positiva de alguma revista já ficamos felizes, imagine saber que tem preto conquistando espaço no backstage…

Recentemente a jornalista e Content Maker, Luiza Brasil a.k.a Mequetrefismos, publicou em seu instagram a notícia maravitcherry de que é a mais nova colunista da revista Glamour Brasil. Mas não só Luiza! A mequetrefista integra ao time juntinho de Maraisa Fidelis, outra pérola negra. Maraisa é formada em Marketing e é dona do blog Beleza Interior.

Beatriz Franck e Super Fashionn. Dois nomes para você gravar. A mais nova de 9 filhos, nascida em Cabinda, Angola, é dona de uma trajetória inspiradora e também da revista Super Fashionn. No desejo não realizado de possuir a Vogue África, Franck resolveu criar a sua própria revista com foco na moda angolana (bem melhor, né?!). Hoje, a Super Fashion conta com 17 pessoas em sua produção e entre seus cinco anos, recebeu o prêmio de Melhor Comunicador de Moda de Angola em 2013.

Uma pequena curiosidade sobre Beatriz: ela já morou no Brasil quando mais nova e foi miss de Cabinda e além da Super Fashionn, possui lojas de departamentos.

Curiosidade extra: em uma de suas entrevistas, Franck disse que angolanos recebiam muita influência de moda brasileira devido às novelas que eram/são transmitidas por lá.

Enquanto a Vogue Brasil permanece com suas “cotas de capas”, a Vogue Britânica toma um passo à frente e escala Edward Enninful, natural de Gana, como editor- chefe, sendo assim, o primeiro editor-chefe homem e negro da revista britânica.

“Ok, tô amando isso, Laíse. Mas quando vão criar uma revista com produção negra focada em mulheres negras por aqui?” TÁ ATENTX??? Foca aqui:

Agora temos Pretas, a revista criada por Thais Silveira e Renata Lopes, jornalistas e também produtoras do Encrespa Geral Porto Alegre. A revista gaúcha é nova e teve seu lançamento impresso no dia 26/08/17.

E por fim, mas não menos importante, temos influência preta no mundo das moda teen!

Conheça Elaine Welteroth.


A primeira negra a ter ocupado o cargo de editora de beleza na revista Teen Vogue, estando agora sob o comando da mesma, mas dessa vez como editora-chefe, sendo a segunda mulher negra a ocupar este cargo no grupo Condé Nast (grupo que comanda a Vogue e outras) durante seus 107 anos de existência. Elaine tem 30 anos e há 5 trabalha na Teen Vogue. Com mais de 6 milhões de acessos únicos no site da revista -que passou a ser online- logo após ter ocupado o cargo há pouco mais de um ano, fica difícil dizer que representatividade não importa, não é mesmo?!

Pode falar, também se emocionou aí, né?!

Quando o algoritmo não é a resposta

Qual o tipo de dado que me faz decidir pela leitura de um livro ou não?
Bem, certamente não são os algoritmos, mas sim qual tema que o livro aborda, quem escreveu e o mais importante: Qual a relevância dele para mexer com o meu estômago. Porque sim, leitura boa é aquela que embrulha a minha barriga, no sentido de mexer comigo e deixar lembrança e não no sentido de me deixar enjoada. Compreendido?

Voltando aos algoritmos…
As melhores coisas da vida não são quantificáveis, como por exemplo, o sentimento de você descobrir que aquele tipo de livro que você nunca deu bola pode te revelar uma ótima  surpresa – “auto ajuda” por exemplo, considerada “baixa literatura (aqui falo com conhecimento de causa de quem já foi livreira) me revelou UM DOS MELHORES LIVROS QUE LI ANO PASSADO, O INCRÍVEL O ANO EM QUE DISSE SIM, da Shonda Rhimes, falei dele aqui, e que certamente se eu dependesse de um site de buscas, ele não seria uma das respostas apresentadas, exatamente por não se encaixar na categoria de livros que comumente eu leio.

A abordagem dos sites de compras e do Pinterest  “se você gosta disso, pode gostar disso também” pode ser reconfortante para aqueles avessos aos riscos, como executivos de empresas da década de 80, que procuram ordem e segurança. Entretanto faz muitas vezes a gente não sair da zona de conforto e arriscar navegar por mares que antes sequer viram os nossos barquinhos.

Então, algoritmos são ruins. Porém, depende.



Porque o youtube também é adepto dessa abordagem, mas aqui no caso, vou depor contra a minha própria escrita – sim, vou me contradizer – me apresentou a Serena Assumpção quando procurei Mateus Aleluia, me apresentou a Tiganá Santana quando procurei Xênia França. OBS: se você assim como eu, é caçador de pessoas fenomenais, ouça esses quatro cantores.

Agora se imagine no Facebook e faça um exercício de memória sobre as páginas que você curte, as músicas que você ouve, os vídeos que você posta e principalmente sobre as postagens que curte e comenta, as que mais tem interação. Resultado: bolha. Porque de acordo com os algoritmos, vc certamente está cercado de pessoas que pensam, ouvem, lêem e discutem basicamente as mesmas coisas que você, as pessoas que pensam um pouquinho diferente, os algoritmos fazem com que pouco a pouco elas se afastem umas das outras, lembra da abordagem lá de cima: “Se você gosta disso, pode gostar disso também”.

É arriscado não ter dados, estar sem os números quando você quer achar algo parecido com que já comprou, algum cantor similar aquele que você gosta ou mesmo um livro que te devolva aquela mesma sensação do livro lido no verão de 2016, porque achamos que sabemos exatamente o que queremos, mas a minha esperança é que permaneçamos cada vez mais corajosas para quebramos regras, nos abrirmos para o novo e que nos lembremos sempre que cliques, avaliações e estrelas ainda não são as medidas capazes de nos fazer esquecer que:

Algoritmos nem sempre são a resposta.

As Novas Baianas

Duas cantoras que já indicamos aqui porque não saem dos nossos radinhos e um projeto comandado por duas minas que estão mudando o cenário cultural de Salvador.

Luedji Luna

Conheci a música de Luedji Luna quando a fotógrafa e cineasta baiana Safira Moreira me apresentou, eu estava passando pelo momento mais delicado e frágil da minha vida e a música “Dentro Ali” de Luedji foi que me acalentou.

Nascida no Cabula – Bahia e morando atualmente em São Paulo, Luedji canta as belezas da natureza entrelaçada em nossos corpos. Corpos que habitam as vastas, lotadas e por vezes solitárias metrópoles. Corpos que assim como os meu e o da própria Luedji se esbarram, sejam nas cidades de São Paulo, onde fui assistir o lançamento de seu cd na Aparelha Luzia ou em Brasília, onde tive o prazer de vê-la declamando e cantando lindos poemas.

“Eu sou um corpo
Um ser
Um corpo só
Tem cor, tem corte
E a história do meu lugar
Eu sou a minha própria embarcação
Sou minha própria sorte”




Xênia França

Xênia França é vocalista da Banda Aláfia e lançou seu primeiro cd solo “Xenia” no final de 2017. O cd foi e continua sendo muito aclamado, por crítica e pelo público, com 13 faixas que passam pelo jazz, com percussão baiana e ritmos cubanos, a voz de Xênia França é grito de força na potência do Disilenciar.

“Música preta, sou teu instrumento, vim pra te servir” canta Xênia que coloca a mulher negra no centro, com voz, com cor e com presença de quem sabe para o que veio e o que quer.

“Por que
Tu me chama
Se não me conhece?” é o refrão da faixa que abre o cd e segundo Xênia França em entrevista para a Vice: “Começo o meu disco pelo começo, referenciando os meus ancestrais, porque sei que a minha história não começa comigo.E é nessa linha que as faixas subsequentes vão se desenrolando: é um disco sobre afetividade, ancestralidade, intimidade, fé, inquietações e identidade. É como sobre como eu me autoafirmei na cidade de São Paulo.”

Luma Nascimento e Yasmin Reis – Circuito Rolezinho

Em junho de 2016 fui pra Salvador e depois de infinitas conversas virtuais, conheci Luma Nascimento que me recebeu em sua casa, em sua cidade. A mina é porreta demais, uma cabeça que não para, vários projetos, desejos e quereres e um deles junto com a Incrível Yasmin Reis saiu do papel e arrebatou a cidade de Salvador no fim de 2016.


O Circuito Rolezinho é um movimento cultural que enxerga futuros possíveis, que se propõe pensar e discutir novas ocupações de espaços, novas narrativas, diálogos, protagonismos, conteúdo audiovisual nos ciberespaços, retirando os corpos negros do lugar de marginalização em que foram alocados.  

São encontros de Diáspora Negra, com Trocas, Debates, Rodas, Aprendizados e Shows em Três pilares: Moda, audiovisual e política.

As novas baianas já chegaram.

Próxima Parada Fashion: Nigéria

Hoje esse texto vai para os designers de moda, para o que sonham em trabalhar com moda, para os estudantes de moda, para os estudantes que sonham em trabalhar com design de moda em outro país, para os que querem ir pra África.

Enfim… para sonhadores fazedores que respiram moda.

Bora dar uma pausa da alta costura made in Europa para abrir os olhos e se encantar com a alta costura feita na Mãe África? Sério, precisamos apreciar e falar sobre Africa Fashion Week Nigeria.

“Você é um designer de moda? Tem sonhos de se apresentar na maior plataforma da África ao lado dos melhores designers de moda do continente? Tem produtos que projetam a África, sua hereditariedade, cultura e beleza? Amaria contribuir enquanto mostramos o melhor da moda africana para o mundo? Aqui está sua chance!”

Essa é a chamada feita na Fanpage do grande evento criado pela advogada e empresária de moda Ronke Ademiluyi (e também idealizadora do Africa Fashion Week London), a AFWN, já em sua 5ª edição, disponibiliza uma plataforma para designers que não possuem verba suficiente para exibirem suas obras nos grandes eventos internacionais, gerando empoderamento, criando oportunidades de trabalhos e assim, também apoiando educação, realizando treinamento de capacitação em moda e competições como Nigeria’s Next Top Designer.

Para acompanhar mais sobre o evento: Site | Facebook | Instagram | Twitter | Youtube

Para maiores informações de formas de participação do AFWN, mande um email para curator@africafashionweeknigeria.com com o assunto DESIGNER’S PACK.

Para maiores informações sobre Africa Fashion Week London: Site | Facebook | Instagram | Twitter

Que essa afroinformação te inspire. Te anime. Te leve a tirar teus sonhos do papel.

Que te leve a Nigéria, Londres… que te leve pro mundo! Um beijo grande. Um mega abraço e um mundo de novas e incríveis oportunidades pra nós.
Feliz 2018.

Isso é muito Black Mirror

Porque a melhor série da atualidade é da netflix e porque é Black Mirror?
Sim, só se fala disso, vários sites, as conversas com amigos, os spoilers inescapáveis em todas as redes sociais.

Insira aqui aquela descrição clássica do que é Black Mirror – não farei isso por motivos de: Preguiça de escrever mais do mesmo, o que quero mesmo é falar sobre: Rankings!!!

Essa lista vai ser polêmica? Vai. Provavelmente você vai discordar? Também. Porque né, opinião sabe como é…

Do pior para o melhor de todas as quatro temporadas e com descrições que caberiam em um tweet. Bora?

Contém GIGANTES SPOILERS.

19 #Momento Waldo – Ep 3, 2ª Temporada
Muita crítica política específica inglesa e pouco desgraçamento tecnológico.

18 #Metalhead – Ep 5, 4ª Temporada
Estética em preto e branco muito bonita, mas o que aconteceu aqui mesmo?

17 #Versão de Testes – Ep 2, 3ª Temporada
Existe limite entre ficção e realidade? Sim ,mas com tantas idas e vindas, ficou cansativo.

16 #Odiados pela Nação – Ep 6, 3ª Temporada
Ser odiado e odiar nas redes sociais, pode te levar a morte. Literalmente.

15 #Volto Já – Ep 1, 2ª Temporada
Estar com saudades de quem já morreu e trazê-lo de volta a vida pode não ser uma boa ideia.

14 #USS Callister – Ep 1, 4ª Temporada
Me trate mal que te faço no The Sims e de quebra ainda te deixo sem genitálias.

13 #Quinze Milhões de Méritos – Ep 2, 1ª Temporada
Como sair de uma alienação e entrar em outra, apenas andando de bicicletas. Me pergunte como.

12 #Engenharia Reversa – Ep 5, 3ª Temporada
Alguns seres humanos são tratados como baratas e outros, aqueles que nem as baratas querem ser.

11 #Manda Quem Pode – Ep 3, 3ª Temporada
Qual é o segredo que você está disposto a fazer qualquer coisa para proteger?.

10 #Hino Nacional – Ep 1, 1ª Temporada
Como chocar as pessoas comendo um porco e sem usar os talheres ou O que não pega bem na frente das câmeras, mesmo sendo um político.

9 #Toda a sua História – Ep 3, 1ª Temporada
Quando a intuição aponta, é certeiro! Pode apostar que tem coisa aí, não é coisa da sua “cabeça”.

8 #Crocodile – Ep 3, 4ª Temporada
Bendito Porquinho da índia! Ou Como se transformar de cúmplice de assassinato em serial killer em 4 passos.

7 # Arkangel – Ep 2, 4ª Temporada
Mãeeee! Cadê aquela privacidade que eu deixei aqui?  

6 #Queda Livre – Ep 1, 3ª Temporada
Só te digo uma coisa: Se tu não é popular nas estrelinhas, xiiii, o futuro vai ser um pouquinho complicado pra ti.

5 #Natal – Ep 4, 2ª Temporada
Sabe a tecnologia? Então ela juntou 3 histórias e de quebra ficou num looping infinito.

4 #Urso Branco – Ep 2, 2ª Temporada
Como criar uma personagem que te encha de empatia e depois você ficar confusa no seu julgamento.

3 #San Junipero – Ep 4, 3ª Temporada
A história de amor entre duas mulheres que ultrapassa o tempo e o espaço, fazendo da terra, o céu de cada uma.

2 #Hang the DJ – Ep 4, 4ª Temporada
Cadê meu Tinder com voz da Siri? Ninguém sai!

1 #Black Museum – Ep 6, 4ª Temporada
Três histórias que dariam 3 eps completos… se não fosse pela bela Nish e sua vingança recheada referências.

No aguardo – ansiosamente e com o celular na mão – da 5ª Temporada.

Se conselho fosse som, que som seria?

Nessas de retrospectiva 2017 e tals, listas dos melhores cds, melhores cantores, melhores músicas, melhores, maiores e superlativos… A nossa será de indicações dos sons que mais ouvimos em 2017, que serviram para desanuviar a mente, colocar as ideias no lugar, descansar a mente, ou só relaxar.

Tem sons lançados no fim de 2016 mais que persistiram em 2017, sons que foram lançados só depois da metade do ano mas ficaram no nosso radinho eternamente, sons que foram lançados agora, quase no fim do ano e no entanto seguem sendo tocados infinitamente.

Tá uma listinha bonita de se ver – ouvir – com muita música gringa e também com uma galera nacional que despontou lindamente em 2017.

Abra seus ouvidos…

Julio Rodrigues
Redbone – Childish Gambino
Something New – Wiz Khalifa feat Ty Dolla

Lucas Sá
Aurora Boreal – Rael
Flor do Gueto – Mano Brown

Laíse Neves
Legendary – Joey Bada$$ feat J Cole
The Motive/ Used To The Melody – SPZRKT & Sango

Renan Almeida
Free – 6lack
Yellow tape  – Chris Brown

Izabella Suzart
Um corpo no mundo – Luedji Luna
Garganta – Xênia França

Juliana Reis
Amores vícios e obsessões – BK
Machado de Xangô – Juçara Marçal

Eve
F MY EX – Lady Leshurr
Oi Sumido – Dream Team do Passinho

Nathan Mafra
If – Davido
Fall – Davido

Tamy Reis
Pesadão – Iza

Pedro Bonn
Element – Kendrick Lamar
Amor e som – Fabriccio

Me (Karina Vieira)
Aquela Fé – Don L feat Nego Gallo
Tru – Lloyd

 

canal colors

Não sou das maiores consumidoras do youtube, sigo pouquíssimos canais, contudo, os que sigo assisto praticamente todos os vídeos e fico pensando: o mundo precisa conhecer um trampo tão foda assim.

O Colors é um desses projetos, uma cor pra cada artistas, uns já conhecidos, outros nem tanto.

Tem para todos os gostos ou ritmos: funk, soul, R&B, rap… e se você também gosta de desbravar uns sons novos e está aberto a experimentações… conheça o Colors.

Feliz Roupa Nova – Parte II Brechós!

No post anterior, lancei algumas marcas de roupas, sapato, cabelo e acessórios fodas como dica para renovar o seu guarda-roupa e/ou presentear alguém, seja no final do ano ou em qualquer época.

Hoje, no Feliz Roupa Nova Parte II, tem dicas de brechós daqui do RJ e de fora pra você fazer aquele garimpo maroto, comprando muito por menos. Se liga nessa listinha aqui.

Seção garimpando bem, roupa tu tem:

BLACKCHÓ
Brechozão com precinho raiz. Cria da ZN do RJ. Envia para todo o BR

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BREXIXE
Brechó online, mas também entrega em mãos na BXD, Duque de Caxias- RJ

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LOADING BRECHÓ
Um brechozão desses, bicho. RJ

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BRECHÓ DI QUEBRADA
Itinerante, de perifa real oficial, da zona leste de SP.

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BRECHAVE
Como o próprio já diz: os panos mais chaves, por um preço suave. De SP para o BR todo. Aceita cartão.

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ORIGINAL FAVELA
Brechó itinerante localizado em Essipê

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BRECHÓ RUDSTYLE
Também de SP. Aceita cartão e envia por SEDEX

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HEY FELLAS
Entregas pelo nosso RJ.

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BRECHÓ MRS. GUETTO
Entregas do terminal do Cecap até o terminal do Centro de Piracicaba/SP. Envia pelos correios também.

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BRECHÓ MOOI
Precinho gostosinho no azeite. RJ. Envia para todo o Brasil.

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MARIOCA
Brechó e acessórios bafônicos. RJ/SP

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GALDINO BRECHÓ
Itinerante e online. Entregas em Niterói-RJ.

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OFFENSIVE FASHION
Entrega para todo o Brasil. Ponto físico na loja Old Skate Bar.

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BRECHOLEIRAS
Todo sábado na CUFA, Madureira -RJ

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As dicas tão aí. Agora é fé no pai que nesse garimpo peça nova sai!

Quem diria?

Como um simples reposicionamento de mercado, muda os objetivos e metas dos criadores. Final dos anos 90 e início dos anos 2000. Cultura sneaker fervendo na gringa, rappers lançando suas próprias marcas de roupas (g-unit, rocawear, billionaire boys club) e pessoas enxergando que o poder do Hip Hop poderia ir muito além da música. Isso já era um presságio desde o início dos anos 90 com RUN DMC fazendo umas 8 mil pessoas tirar os seus Adidas Superstar dos pés e empunhar eles no alto. Tudo isso em pleno Madison Square Garden.

O contato das grandes labels esportivas (Nike, Adidas, Rebook) com a cultura urbana já era latente, principalmente pela conexão do basquete com o Hip Hop. Vários dos sneakers criados primeiramente para as quadras foram incorporados na cultura Hip Hop (o clássico Air Force 1 é um dos maiores exemplos). Então, por essa proximidade, era de se esperar que essas marcas lançassem produtos diretamente voltados para os consumidores da cultura de rua.

Essas marcas conseguem dialogar com esse público por que elas sempre estiveram por ali. Mas onde poderíamos imaginar que Balenciaga, Gucci, Louis Vuitton fossem criar (ou re-criar) produtos voltados ao público consumidor de cultura urbana? Até que ponto isso é foda e até que ponto isso é extremamente sufocante para novos criadores?

Naquela entrevista clássica do Kanye West no Sway in The Morning, Kanye dá um grito quando o Sway faz um indagação bem pertinente sobre a relação dele com as marcas. Sway pergunta por que Kanye, que já tinha um patamar de magnata tanto como um cara criativo quanto como um cara que já tinha grana, ainda precisava dessas grandes marcas se ele sozinho já poderia assumir toda a parte de produção e distribuição dos seus produtos. Era um momento complicado na vida do Kanye pois ele tinha acabado de encerrar o contrato que tinha com a Nike. Kanye deu a clássica resposta em forma de grito:

“ YOU AIN’T GOT THE ANSWERS SWAY”

Você não possui as respostas Sway. Você é muito pequeno e não entende como o jogo funciona, foi mais ou menos isso que Kanye quis falar nessa frase. E ao mesmo tempo que Kanye deixou isso bem claro, ele também se colocou como pequeno perante toda uma indústria gigantesca que influencia e produz de forma global. Mesmo Kanye com toda a sua influencia e com toda a sua grana, é impossível ele entrar em competição com uma Adidas, por exemplo. É mais vantajoso pro Kanye se aliar com a marca do que lançar a própria coleção dele pela marca dele. Foda mas também sufocante.

Esse cara da foto de abertura se chama Salehe Bembury. Ele é um dos designers do YEEZY e foi descoberto por Kanye quando trabalhava na incrível e revolucionária marca “Greats”. Nascida no Brooklin, a Greats foi criada em 2012 o intuito de criar os melhores sneakers para homens e mulheres e vender diretamente para o seu consumidor. Sem distribuidores, a marca garantiria o melhor preço dos seus sneakers e tinha Salehe como seu designer principal antes de ele ser contratado por Kanye. Greats foi extremamente elogiada por inúmeras publicações (Vogue, Complex, GQ, Esquire) pela sua coragem e arrojo no seu design e principalmente pelo seu modelo de negócio. Quando ainda estava na Greats, Salehe deu uma entrevista bem interessante para a plataforma de empregos Monster e deu a seguinte declaração:

“Quando você está em uma grande empresa você faz parte desta máquina que, na teoria, pode seguir em frente sem você, enquanto que, aqui na Greats, são sete pessoas. Todos somos igualmente importantes”.

Na Greats ele tinha a liberdade de criar o que ele acreditava e tinha proximidade extrema com seus líderes e seus consumidores. Esse era o grande diferencial de se trabalhar numa marca com potencial extremo de crescimento mas que ainda não era uma gigante do mercado. Logo após ser contratado por Kanye para ser um dos designers do YEEZY, Salehe assinou um contrato com a italiana e gigante de alta costura Versace. Isso mesmo, a Versace contratou um designer negro de Nova York para comandar a sua linha de sneakers.

A cultura negra (Hip Hop = Negro) é tão absurdamente forte que faz mudar paradigmas onde nem as vezes quem faz parte dessa cultura percebe o tamanho do impacto que causamos. Quem diria que a Gucci faria roupas especificamente para rappers (2 Chainz só usa Gucci) para atingir o público que o MC influencia. Quem diria que a Versace criaria uma linha de sneaker para atingir um público voraz que consome a cultura urbana, não necessariamente sendo negros mas que foram totalmente influenciados por eles. Ou quem diria que o incrível e revolucionário Dapper Dan, fosse hoje – já bem coroa – respeitado e convidado para desfiles das grandes marcas que ele um dia copiou.

A necessidade de inclusão e a sensação de pertencimento fazem com que criadores empreendam nos seus sonhos e tenham o objetivo de mudar algo que já esteja em vigor. Sempre foi assim na visionária cultura Hip Hop. Quando quem sempre determinou regras e valores de consumo se rende a nossa criatividade e poder de mudança, é de se achar incrível num primeiro momento mas extremamente limitador num segundo. Ocupamos o espaço que sempre disseram que não era para nós mas deixamos de fortalecer o espaço que nos colocou em destaque. Foda mas sufocante.