A importância de falar sobre saúde mental no hip hop

Postado por 11/09/2017

Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção. Ocorre no mês de setembro, desde 2014, por meio de identificação de locais públicos e particulares com a cor amarela e ampla divulgação de informações.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, somente no Brasil, 32 pessoas tiram suas vidas. Todos os dias. E 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos se essas pessoas soubessem que elas podem ser ajudadas e onde buscar ajuda.

Mas você deve estar se perguntando: O que cargas d’água o hip hop tem a ver com isso?

Cada vez mais rappers vêm expressando suas opiniões sobre saúde mental, é uma das últimas demonstrações públicas foi durante o VMA da MTV, quando Lil Uzi Vert cantou sobre contemplar a morte depois de um relacionamento falido em sua música “XO TOUR Llif3”.

Muitos Rappers já falam sobre suas batalhas com a depressão, mas com o hip hop reinando como o maior gênero musical, eles estão usando todas as suas plataformas para não falar apenas de si mesmos, mas para falar por muitos ouvintes que se sentem sem voz.

A indústria da música e especialmente o hip hop tem se libertado de estigma das doenças mentais e é importante que cada vez mais falemos sobre isso e alguns rappers têm rompido barreiras através da única forma que eles sabem: suas músicas.

Listamos abaixo 10 deles

  1. Notorious B.I.G. – Suicidal Thoughts
    2. DMX – Slippin
    3. Kanye West – Clique
    4. Lil Wayne – Mad
    5. Kid Cudi – The Prayer
    6. Kendrick Lamar – U
    7. Joe Budden – Only Human
    8. Logic – Anziety
    9. Isaiah Rashad – AA
    10. Scarface – Mind Playing Tricks 94

De acordo com uma pesquisa feita pela Universidade de Cambridge, as letras de hip hop podem ajudar as pessoas a se abrirem sobre seus próprios problemas de saúde mental. E se olharmos para as origens do movimento hip hop é visível o quanto a saúde mental sempre esteve em seu núcleo, já que que o movimento surge ao sul do Bronx nos anos 70 no contexto de alta vulnerabilidade social.

Há aqui uma dicotomia que começa a ser rompida, onde as letras falam sobre esses problemas e os rappers que as cantam, por causa de uma cultura extremamente machista, se mostravam cada vez mais resistentes e sem sinais considerados de fraqueza.

Embora falar sobre saúde mental seja algo que muitas pessoas ainda não façam, especialmente na comunidade negra, que encara como muito fora da norma, homens negros procurarem um terapeuta, nomes como Kid Cudi, J Cole e o próprio Kendrick Lamar em To Pimp a Butterfly tornaram públicos seus demônios internos e também a importância de se discutir as masculinidades.

Listagem adquirida no vibe.com

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