Uma voz, um universo. Milton Nascimento

Postado por 28/03/2019

Existem muitos artistas geniais na música Brasileira. Dentre mentes brilhantes, compositores incríveis, cantores e cantoras sublimes, instrumentistas fantásticos, arranjadores geniais e mais inúmeras classificações de profissionais que compõem as engrenagens do nosso relógio analógico chamado de “MPB”, algumas pessoas possuem algo que parece vir de outro plano. Quando ouvimos algo que realmente nos toca profundamente, alimentamos nossa alma e temos a sensação de que estamos ficando fartos e satisfeitos, algo impossível de explicar totalmente com palavras.

Uma das vozes que mais me levam pra esse estado é a voz de Milton Nascimento. Não só a sua voz, mas também as suas composições, suas construções de melodia e harmonia e todo o universo que acontece quando a música dele está tocando. É uma reunião de qualidades que chamam atenção de gerações. Eu, pessoas mais velhas, mais novas, os mais importantes músicos e musicistas de Jazz de todo o mundo, críticos de música, pessoas que não entendem teoricamente de música, nomes da comunicação e por aí vai. Todos atentos a cada sentimento que será gerado a cada nota que ouvirem.

E falando no universo de Milton, o próprio está agora em turnê pelo Brasil e pelo mundo cantando músicas dos aclamados álbuns “Clube da Esquina” (1972) e “Clube da Esquina 2” (1978). Eu recomendo que você ouça esses dois álbuns, estão disponíveis online. Não vou contar aqui a história toda do Clube da Esquina, a internet já está cheia de informações, pesquisas e documentários (inclusive muito bons), sobre isso. Em uma pesquisada rápida você conhecerá mais sobre esse momento tão fantástico na história da música Brasileira.
Mas aqui cabe uma brevíssima introdução:

“O Clube da Esquina foi um movimento musical brasileiro surgido na década de 1960 em Belo Horizonte – Minas Gerais, onde jovens músicos começaram a se reunir. Seu som se fundia com as inovações trazidas pela Bossa Nova a elementos do jazz, do rock – principalmente os Beatles –, música folclórica dos negros mineiros com alguns recursos de música erudita e música hispânica. Nos anos 70, esses artistas tornaram-se referência de qualidade na MPB pelo alto nível de performance e disseminaram suas inovações e influência a diversos cantos do país e do mundo.”
(Fonte: Wikipedia)

 

Alguns desses jovens geniais eram: Milton Nascimento, e os irmãos Borges (Marilton, Márcio e Lô), Wagner Tiso, Flávio Venturini, Vermelho, Tavinho Moura, Toninho Horta, Beto Guedes e os letristas Fernando Brant, Ronaldo Bastos, Tavito, e Murilo Antunes, e outros nomes de grandes instrumentistas, interpretes foram se achegando e tornando o grupo ainda mais plural e maior. Cada um desses nomes, merece a sua atenção como ouvinte. Dão uma vida inteira de degustação musical.

Meu primeiro contato maior com a obra de Milton, foi quando eu ouvi a música “Fé cega, faca amolada”, do álbum “Minas” (1975), essa música que é um rock piscodélico misturado a vários outros elementos, me chamou a atenção e me fez querer entrar no mar profundo que é a obra do Milton. Na verdade, pra quem está em contato com a arte é interessante ouvir as referências das suas referências. E foi dessa maneira que conheci pessoas que são pilares fundamentais da música.

Essa matéria breve é um convite pra você se alimentar e conhecer mais (Se ainda não conhece) da obra do Milton. Se permita sentir as mensagens e sensações da maneira mais simples possível. A internet nos permite ouvir discos fantásticos, mesmo sem tê-los fisicamente. Depois de ler essa matéria,te convido pra ouvir 12 músicas do Milton que me chamam muita atenção (Acaso você ainda não tenha ouvido). Cada uma com sua característica:

*”Tudo o que você podia ser”.
*”Travessia.
*Ponta de Areia.
*Fé cega, faca amolada.
*”Milagre dos peixes.
*Para Lennon e McCartney.
*Clube da Esquina N°2.
*Cravo e Canela.
*Os escravos de Jó.
*Canção do Sal.
*Vera Cruz
*Bicho Homem

Se curtir, procure saber mais, vá aos shows se puder. Fará um bem para os seus ouvidos e alma.

 

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