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Tecnologia e resgate: O House é preto

Tecnologia e resgate: O House é preto

Hoje, mesmo com o Google a nosso favor, não é fácil encontrar tantos materiais em arquivos organizados, sobre os DJs de música eletrônica daquela época, os heróis, considerados os precursores da história da house music. Este fato nos remete a um movimento de apagamento da Disco Music, com a queima de inúmeros discos, em uma iniciativa de preconceito, gerando a necessidade do surgimento de algo novo, o House nas mãos do povo preto e da comunidade LGBTQIA+

Nascido em Chicago, nos Estados Unidos, o House surge como um movimento colocado em prática através de uma estrutura voltada para a resistência, evoluindo da Disco Music, impulsionando as melodias e os grooves, que antes vinham do Funk, formando uma base montada em 4/4.

O Termo House

O termo House vem do Club The Warehouse, que tinha como residente Frankie Knukles, trazendo elementos do Disco, indie, Synth, entre outras raridades carimbadas dentro do movimento. The Warehouse era um club exclusivo para a comunidade LGBTQIA+, porém, logo após a ascensão do movimento, vimos a adesão dos clubs ao público em geral. 

O Sucesso do The Warehouse

Com o sucesso do The Warehouse, vimos o desejo do público de consumir discos que carregassem aquele estilo, o que era de fato tocado nas pistas. Com o passar do tempo, vemos a inclusão da seção House Music, na loja Imports em Chicago.

As Drum Machines foram cruciais para o processo de disseminação de novos artistas produzindo House, o lançamento da clássica TR-808 pela Roland, possibilitou que inúmeros DJs pudessem produzir o estilo. 

Consolidação e movimento

O House ganha força a partir de 1985, com o selo Trax, se tornando dominante no mercado do estilo naquele momento, impulsionando novos artistas e abrindo espaço para sua popularização. Marshall Jefferson com o single Body, foi considerado o grande lançamento para essa consolidação, expandindo o estilo para outros continentes. 

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Devemos destacar nomes como  Crystal Waters, Black Box, Robin S, Barbara Tucker, Frankie Knuckles, Adonis e Larry Heard como potências em ascensão, contribuindo para a criação de um estilo de vida que com o passar das décadas continuou a evoluir.

A passagem do bastão

Pontuar todos os detalhes da história do House, é um trabalho quase que impossível sem um trabalho de resgate. Dar voz às raízes do estilo, é contribuir para novas gerações que de fato consomem, ideologicamente falando, um público majoritariamente preto e gay em seu nascimento. 

O House alcançou o Mainstream e ao longo das últimas décadas esteve presente em inúmeros discos, 99,9% do Kaytranada e BUBBA, além do projeto mais recente da Beyoncé e as produções de Black Coffee em Honestly, Nevermind do Drake são uma prova desse resgate, expandindo, sem deixar de olhar para trás, sendo esse o bastão deixado para as próximas gerações.

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