Tecnologia do olhar, conheça: @pedefeijoao.

Qual o valor do espaço que estamos inseridos? Observar a arte ao nosso redor é uma forma de ter o espírito da criatividade preenchido. A produção de conteúdo sob um olhar sincero.

A tecnologia do olhar nas mãos de João Victor Medeiros me incentivou a fazer mais um daqueles Radares que apresenta o corre, um relato que dialoga com mais de uma vertente no campo das artes. Conheça: @pedefeijoao.


João Victor é mineiro, nasceu em Juiz de Fora em 1996 mais especificamente no bairro Santa Cândida, Zona Leste. Ao me falar sobre as pessoas importantes dentro de sua formação pessoal e profissional, João reforça a importância de sua mãe – Rosana, que sempre deu um valor imenso a educação. Aprendendo a ler dentro de casa antes de ir pra escola, João sabe que sua mãe é a primeira pessoa que deve ser lembrada nesse rolé.

Rosana incentivou João a explorar sua curiosidade, foi um gatilho positivo para o desenvolvimento das suas funções autodidatas. Uma segunda pessoa importante para a formação de João é uma professora de sua época de escola, uma verdadeira mentora. Renata Caetano foi uma pessoa importantíssima o ajudando muito através das aulas e de uma bolsa onde João Victor expandiu seu interesse pelo campo da arte.

Antes da fotografia, João comenta que a música veio ao seu encontro, principalmente o hip hop enquanto movimento. João Victor começou a fotografar a cena de sua cidade. Ele cita o extinto Encontro de MC’s. 

 

Uma outra parte importante dessa fase está nos amigos e parceiros que o @pedefeijoao fez como: RT Mallone, Ever Beatz, Erik Riko, Brendon Souza, entre outros. Uma verdadeira família que a rua o apresentou. 

João cita também Francini Ramos uma pessoa que ele namorou por dois anos, fotógrafa e como o mesmo comenta, possui mil funções criativas e o fez ampliar seus horizontes em suas criações, o ajudando a expandir também seus contatos fora da cidade, colocando oportunidades que inclusive são parte de seus trabalhos mais importantes, ou seja, uma verdadeira aliada.

Ainda na seção de pessoas importantes, João Victor cita os amigos que o recebem quando vem ao Rio de Janeiro e seus irmão de São Paulo, seus professores na faculdade de Jornalismo que despertaram novamente seu prazer em escrever, BK’, a pirâmide Perdida, entre outros. Inúmeros amigos e todos muito importantes, como o mesmo diz, Quem é, sabe. 

 

João Victor me conta que nunca começou e nunca parou de criar. Sempre foi isso. Perguntei a ele sobre o momento que ele decidiu desbravar a arte e cair de cabeça. Apesar dele não se considerar artista “meeeesmo”, João acredita e entende o poder da arte enquanto arte-educação. Ele sempre amou criar.

O fotógrafo diz: 

“A fotografia entrou no início da adolescência quando eu assisti “Cães de Aluguel” com 14 anos e fiquei maluco, ali eu tive uma curiosidade muito doida de saber como a imagem se formava. 

Comecei a pesquisar e descobri sobre as funções de diretor de fotografia – que é até hoje área que tenho maior interesse profissional. Só que descobri também que cinema dá trabalho, envolve mais (e muitas) pessoas geralmente, então a fotografia still me pareceu um bom caminho para aprofundar meus estudos em imagem”.

Apesar de ninguém da família de João ser artista e nem muito próximo desse meio, João me conta que foi inundado de Revistas Recreio quando criança e aprendeu muita coisa nessas produções. 

“Lembro de ganhar em 2001 uma edição em que a capa era sobre o filme “A Viagem de Chihiro” e ficar muito triste porque no cinema da minha cidade não ia passar. Hoje, Miyazaki é um dos meus diretores favoritos. Então as sementes sempre estiveram ali”.

Mas até aqui, caso você não conheça o artista, deve estar se perguntando: Quem é o @pedefeijoao?

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Sua arte fala por si só: Dentre os trabalhos do artista que se destacam temos as fotos do Carnaval de Salvador em 2018, seu projeto documentário com o BK’, sua viagem para Chicago em 2019 expondo na The Other Art Fair, essa última que ainda não foi exposta online mas com certeza uma grande vitória.

 

Veja mais em:  https://www.jvmedeiros.com/projetos/

João me conta que sempre que está fotografando artistas ele não pensa que está fotografando artistas. Frase que respondeu minha pergunta sobre a dualidade nesse processo. @pedefeijoao está fotografando pessoas a todo momento e acontece que em alguns momentos elas são artistas. 

Quando João realiza um trabalho jornalístico é o mesmo processo, olhar dessa visão mais ampla de estar contando uma história, faz parte do indivíduo, além do artista.

Para finalizar, João Victor Medeiros tem desenvolvido um projeto multidisciplinar para colocar em museus e editais, estando na fase dos estudos e conceitualização. @pedefeijoao tem se interessado pela vídeo-arte e finalizado alguns roteiros, documentário e tentando desenvolver um roteiro de ficção que ele realmente ache bom.

Esperamos ver todos esses projetos na pista, assim como todos os que já estão acessíveis, espalhados aí pela internet.

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