Hiatus e a necessidade pela personalidade

O som do Hiatus Kayote é inexplicável. Desde que comecei a ouvir o som dos caras, eu nunca consegui encaixa-los em alguma prateleira. Era uma mistura de soul, jazz, R&B e algumas outras sonoridades que eu nem me atrevo a dizer. A banda australiana aterrizou aqui no Brasil para dois shows e eu pude ver de perto tudo o que já sabia. Hiatus é uma das bandas mais geniais que apareceram nos últimos tempos.

No show de São Paulo, a banda conseguiu elevar a surpresa de sua sonoridade com muitas jams e interlúdios entre as músicas. A intro já conectou a galera com “Laputa”, uma das minhas preferidas. Houve um grande crossover entre os álbuns “Talk Tomahawk” e “Choose Your Weapon”. Tracks como “Chivalry”, “Molasses”, “Breathing Underwater” e “Boom” estiveram no set list e foram muito celebradas pela galera. Senti muita falta de “Jekyl”, a minha preferida entre todas pela visão futurística do som. Mas não fez muita falta. O show foi coeso, muito pra frente e comprovou no ao vivo tudo o que já sabíamos ouvindo os álbuns.

Personalidade não é algo que se compra. É algo que precisa vir de quem quer propôr algo, principalmente na arte. A infinidade de fontes artísticas presentes na música e na estética de Hiatus reforça a necessidade de se posicionar artisticamente. É incrível quando você enxerga referencias em uma banda mas sabe que aquilo é diferente pois é feito de forma única.

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Todas as fotos são de Ana Wander

Agradecimento ao Queremos

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