Get Out ou Corra!

Eu nunca usei esse termo, ou sequer concordo com ele, mas confesso que quando o filme acabou uma frase veio forte na minha cabeça: Não palmite. 🙂

Brincadeiras a parte, Get Out é um maravilhoso filme de terror, e olha que esse é um gênero que não desperta em mim a mínima curiosidade, visto que só consigo rir e rir muito nos filmes de terror, de tão bizarros que geralmente eles são.

“Eu não sou racista, tenho até amigos que são negros” ou “Eu não sou racista, meu namorado é negro”, quantas vezes essas frases aparecem como justificativas quando apontamos comportamentos racistas? Get Out é sobre isso, ou melhor, essas frases poderiam ter saído da boca da personagem Rose.

Dominação e Racismo. É sobre esses dois conceitos que o filme se desenrola, sem dar spoilers, Chris Washington, um fotógrafo negro, após 5 meses de namoro vai enfim conhecer a família da sua namorada branca, Rose e acaba se deparando com comportamentos que a princípio pareciam complacentes demais e ao longo do filme se mostram assustadores.

– Nas primeiras cenas toca Redbone de Childish Gambino, que é um alento para tudo que está por vir. –

Em Get Out, o diretor Jordan Peele consegue transformar o horror assustadoramente real do racismo em terror nas telas com cenas de hipnose, dominação, sadismo psicológico e controle dos corpos negros (eu vi um reflexo de Peles Negras, Máscaras Brancas de Fanon, aqui? Fica aqui o questionamento). Em entrevista ao site Deadline, o diretor afirma que o dvd sairá com um final alternativo, beeeem diferente do final que está nos cinemas. E nesse link (https://filmschoolrejects.com/get-out-commentary-jordan-pe…/) o diretor faz 40 comentários sobre o filme – Leia somente se você já tiver assistido pois contém muuuuitos spoilers.

Se você não viu o filme PARE AQUI.

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Imagem: Her campus

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