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Comunicação Sobre Música Negra. Conheça: Ana BE e o podcast NIA

Comunicação Sobre Música Negra. Conheça: Ana BE e o podcast NIA

Antes de construir esse Radar eu estive procurando comunicadores que abordassem pautas sobre a musicalidade preta de uma forma mais próxima, mais única. Nessas andanças um grande amigo meu, o ilustrador Victor Gaia me apresentou o Nia. Ali eu vi algo fora da curva na infinidade de produções que as plataformas de streaming nos apresentam, me encantei.

Ana Beatriz Inácio Venâncio foi criada na Zona Leste de São Paulo. ANA BE como atua em suas produções artísticas mora em Itaquera desde que se conhece por gente. Parte de sua família vive na Zona Norte de SP sendo essa uma informação importante já que suas raízes desde o berço estão no samba e na companhia de seu pai durante seu crescimento.

Em tempos de pandemia, tive que finalizar meu papo com Ana após sua vinda ao Rio de Janeiro por audios de whatsapp, algo normal quando pensamos em como uma entrevista acontece devido à distância mas muito diferente do processo de aprendizagem de um indivíduo que precisa do contato e da proximidade para aprender, sendo essa a importância que ela aprendeu ao falar sobre música preta, a proximidade.

Quando perguntei sobre lembranças de sua formação pessoal ANA BE me conta sobre o Cabral, uma casa de show em SP onde aconteciam os eventos de funk por volta de 2005 e como aquilo foi importante para sua identidade artística nos dias de hoje. 

Além disso, Ana me conta sobre crescer vendo MTV com os irmãos e o contato com a música que ia de Jorge Ben até o consumo de música da época, Ana adentrou na afetividade a partir da música.

Ao falar sobre os caminhos se cruzarem entre o pessoal e o artístico, ANA diz que sempre sentiu a necessidade de fazer música e caso não estivesse em contato com isso de alguma forma ela não estaria feliz emocionalmente e até mesmo espiritualmente. Hoje, ANA BE não faz música especificamente mas atua em seu Podcast comunicando música, o Nia.

Ana me conta que o Nia é uma experiência que cruza sua vida e toda a bagagem emocional e cultural dentro de seu repertório. Esse conhecimento se moldou a partir de suas travessias e abre espaço para outros horizontes, tendo sua voz falando sobre música negra no dia a dia usando tudo que estuda e tudo que percebe.

Ana fala sobre Keniata uma pessoa muito importante pro seu corre virar. Produtor musical passou os últimos quatro anos trabalhando diretamente com o Ôbigo em seu primeiro álbum. Nesse processo, Ana foi convidada para fazer os interlúdios do disco e incluir sua voz no coro de samba rock em uma das faixas. Diga-se de passagem, que álbum!

Ana Be também fala sobre Nayra Lays e o Mc Marabu como outros artistas de grande talento que foram importantes para sua formação. 

Atualmente Ana tem focado seus esforços na produção do podcast e em um projeto audiovisual na mesma temática. O Diáspora 22 tem como objetivo dialogar sobre os artistas periféricos e a produção da música preta a partir das construções afetivas familiares, aliando gestão e pessoal na produção de conteúdo voltado para as nossas raízes.

 

Ana está em um processo de expansão das ideias, desenrolando prováveis caminhos que ela deseja pisar com as infinitas possibilidades que os artistas ao produzirem conteúdo fornecem de material para ela. Poderia dar nome a sua arte como algo voltado para mais que a comunicação, Ana BE  junta as peças do quebra-cabeça para que a nossa cultura não se perca, para algo necessário.

 

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Você pode ouvir o Nia aqui: 

 

 

 

Todas as fotos por: Edson Jonathan

 

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